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Até 2050, as queimadas, a combinaçção do desmatamento e emissão de gases causadores do efeito estufa pode reduzir a Amazônia a 50% de seu tamanho original. É o que indica o estudo feito pelo pesquisador Gilvan Sampaio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Em março deste ano, a Amazônia perdeu 76 km2 de floresta. Os dados são do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Esse índice representa aumento de 35% em relação a março do ano passado. O estado do Pará aparece como o principal destruidor da floresta, com 45% das áreas devastadas.
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Consumidos pelo fogo de cada dia
Pará bate recorde de focos de queimadas
Essa é a manchete do dia. Os jornais e telejornais descarregam chamadas como bombas caindo de uma esquadrilha descontrolada. Os protestos dos cidadãos indignados com uma realidade que nos parece irreversível não ecoam. Morrem na garganta.
Essa é a manchete do dia. Os jornais e telejornais descarregam chamadas como bombas caindo de uma esquadrilha descontrolada. Os protestos dos cidadãos indignados com uma realidade que nos parece irreversível não ecoam. Morrem na garganta.
O Carlos Minc vem e morde, o Mangabeira Unger, assopra e massageia. Que comédia pastelão!
O fogo domina o cenário por causa do calor e da baixa umidade. O estado sofre queimaduras em todos os graus provocadas por 2,6 mil focos de incêndio.
O fogo domina o cenário por causa do calor e da baixa umidade. O estado sofre queimaduras em todos os graus provocadas por 2,6 mil focos de incêndio.
Da forma como é dita a informação, parece que aqui há um imenso fenômeno de combustão espontânea, onde a fumaça esconde o dedo do bicho-homem.
[Amazônia é geléia geral quando vira notícia. Parece guerra de contra-informação. Como a música “Querelas do Brasil”, do Maurício Tapajós e Aldir Blanc, imortalizada por Elis Regina. O Brasil não conhece o Brasil. O Brasil tá matando o Brasil. Do Brasil SOS ao Brasil. E assim se passa com a Amazônia, com Mata Atlântica ou o tufo do que restou de uma floresta mágica. E assim acontece com o cerrado e assim acontece até em nossos quintais. E quem se importa? Nós, brasileiros, estamos atentos ao que se passa sob nossos narizes?
E afinal, quanto a Amazônia já perdeu de floresta?
Reportagens especiais ou notícias que ficam no pé dos índices do desmatamento adoram comparações que mais confundem e não esclarecem nada. Já li que a destruição equivale a porradas de Vaticano, ao Rio de Janeiro, a milhares de campos de futebol. Isso não dá a dimensão exata da catástrofe provocada pelo desgoverno. Penso que acaba sendo um desserviço.
A dona Maria ou o seu Raimundo lá dos cafundós que nem sabem para que lado fica o Vaticano, nunca foram ao Rio de Janeiro ou pisaram no Maracanã ou no Mangueirão nem terão noção do que fazer com essa informação, que não tem função para eles. É informação para cientistas, governo, formadores de opinião, elites e suas tropas e para quem interessar possa.
A imprensa e as mídias de todos os matizes apostam no escândalo, em manchetes que vendam jornais e alavanquem a audiência. Mas isso dura um dia. No dia seguinte, nem sempre tem repercussão. Nosso diário é pobre em acompanhamento sistemático do que se passa na região e pouco crítico.
E afinal, quanto a Amazônia já perdeu de floresta?
Reportagens especiais ou notícias que ficam no pé dos índices do desmatamento adoram comparações que mais confundem e não esclarecem nada. Já li que a destruição equivale a porradas de Vaticano, ao Rio de Janeiro, a milhares de campos de futebol. Isso não dá a dimensão exata da catástrofe provocada pelo desgoverno. Penso que acaba sendo um desserviço.
A dona Maria ou o seu Raimundo lá dos cafundós que nem sabem para que lado fica o Vaticano, nunca foram ao Rio de Janeiro ou pisaram no Maracanã ou no Mangueirão nem terão noção do que fazer com essa informação, que não tem função para eles. É informação para cientistas, governo, formadores de opinião, elites e suas tropas e para quem interessar possa.
A imprensa e as mídias de todos os matizes apostam no escândalo, em manchetes que vendam jornais e alavanquem a audiência. Mas isso dura um dia. No dia seguinte, nem sempre tem repercussão. Nosso diário é pobre em acompanhamento sistemático do que se passa na região e pouco crítico.
29 de julho de 2008
Uma onda de otimismo: o desmatamento da floresta na região da Amazônia Legal recuou em junho na comparação com maio, de acordo com o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). O desmatamento da floresta amazônica foi 20%. Os dados da medição, feita pelo sistema Deter, mostrou que a área de desmate passou de 1.096 quilômetros quadrados em maio para 870 quilômetros quadrados no último mês.
Para refrescar a memória
A região observada livre da cobertura de nuvens foi maior no mês passado: 72% da Amazônia Legal. Em maio, a área observada livre de nuvens foi de 54%. Ainda assim, o sistema do Inpe conseguiu identificar uma redução no desmatamento. O instituto avaliou 304 alertas de um total de 568 em junho. Houve confirmação de desmatamento em 92% dos casos de alerta. Em 67% dos casos de desmatamento, o corte foi raso; em 25%, o caso foi de floresta degradada.
Em maio, o Inpe registrara número inferior de alertas (241 no total). Naquele mês, 88,3% dos alertas foram confirmados como desmatamento e 11,7% foram descartados. O porcentual de casos de corte raso da mata foi menor: 60% dos alertas identificados pelo Inpe. Os casos de degradação de alta intensidade também foram menos numerosos em maio: 23%. Em junho, 4% dos casos foram de desmatamento de intensidade moderada e leve.
Para refrescar a memória
A região observada livre da cobertura de nuvens foi maior no mês passado: 72% da Amazônia Legal. Em maio, a área observada livre de nuvens foi de 54%. Ainda assim, o sistema do Inpe conseguiu identificar uma redução no desmatamento. O instituto avaliou 304 alertas de um total de 568 em junho. Houve confirmação de desmatamento em 92% dos casos de alerta. Em 67% dos casos de desmatamento, o corte foi raso; em 25%, o caso foi de floresta degradada.
Em maio, o Inpe registrara número inferior de alertas (241 no total). Naquele mês, 88,3% dos alertas foram confirmados como desmatamento e 11,7% foram descartados. O porcentual de casos de corte raso da mata foi menor: 60% dos alertas identificados pelo Inpe. Os casos de degradação de alta intensidade também foram menos numerosos em maio: 23%. Em junho, 4% dos casos foram de desmatamento de intensidade moderada e leve.
19 de agosto de 2008
Em agosto, novo espetáculo de fogos de artifício para a informação dada, também pelo INPE, ao divulgar os dados do desmatamento na Amazônia Legal para o período de 2006-2007, realizado pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (PRODES).
Informações embaladas pelo emaranhado de um vocabulário cinza: O resultado final, obtido pela análise de 213 imagens Landsat complementadas por imagens CCD/CBERS, SPOT e DMC em áreas nubladas, computou o total de 11.532 km2 de desflorestamento na Amazônia Legal. Este resultado atualiza a estimativa de 11.224 km2 divulgada em novembro de 2007, produzida com base na análise das 74 imagens que apresentaram maiores taxas de desmatamento no período anterior e que permitiram a estimativa em novembro com 2,7% de diferença para menos em relação ao valor definitivo.A taxa de desmatamento de 2006-2007 significa uma redução de 18% em relação à taxa medida no período 2005-2006.
Informações embaladas pelo emaranhado de um vocabulário cinza: O resultado final, obtido pela análise de 213 imagens Landsat complementadas por imagens CCD/CBERS, SPOT e DMC em áreas nubladas, computou o total de 11.532 km2 de desflorestamento na Amazônia Legal. Este resultado atualiza a estimativa de 11.224 km2 divulgada em novembro de 2007, produzida com base na análise das 74 imagens que apresentaram maiores taxas de desmatamento no período anterior e que permitiram a estimativa em novembro com 2,7% de diferença para menos em relação ao valor definitivo.A taxa de desmatamento de 2006-2007 significa uma redução de 18% em relação à taxa medida no período 2005-2006.
E tudo isso com direito a pódium para os estados e suas taxas de desmatamento da Amazônia Legal em km2/ano. A menor taxa de desmatamento ficou com o Amapá (39), seguido do Tocantins (63), Acre (184), Roraima (309), Amazonas (610), Maranhão (613). E na seqüência ouro, prata e bronze, sob os últimos ecos das olimpíadas da China:
Pará 5.425
Mato Grosso 2.678
Rondônia 1.611
Continuamos afogados em números. Como chegar à superfície para respirar e saber qual é a real?]
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