Mostrando postagens com marcador Chega de Saudade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chega de Saudade. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de setembro de 2008

As 10 + da Bossa Nova + 1

Aqui o espaço é pequeno. Mas o Brasil tem memória. Ronald Junqueiro
As dez mais e mais uma sem voto de minerva. A lista não tem nada a ver com a Billboard. Muito menos com o baixo nível dos candidatos à eleição municipal. Os amigos daqui, desta banda larga, citaram as três músicas da Bossa Nova que mais gostavam (e reclamaram muito por terem de indicar apenas três músicas!)

Acho que foi um momento bom de revisitação. São 50 anos. O mundo é mais velho. Segue a lista das 10 + 1 do Imarginálico e, claro, muita coisa ficou longe da lista e outras nem foram citadas. Valeu!

+ Chega de saudade (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
+ Desafinado (Tom Jobim e Newton Mendonça)
+ Eu sei que vou te amar (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
+ Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
+ Wave (Tom Jobim)
+ Só tinha que ser com você (Tom Jobim e Alysio de Oliveira)
+ Insensatez (Tom Jobim)
+ Se todos fossem iguais a você (Tom e Vinícius)
+ O barquinho (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli)
+ Samba do avião (Tom Jobim)
+ Corcovado (Tom Jobim)

O grande Antônio Carlos Brasileiro Jobim é a grande referência da Bossa nova, ele seus parceiros. A voz do povo é a voz de Deus. Excessão: unanimidade inteligente. Mas não podemos esquecer outros geniais compositores que não entraram nessa brincadeira de roda como João Donato, Francis Hime, Baden Powell, Carlos Lyra, Billy Blanco, Johnny Alf, Sérgio Ricardo, Marcos e Paulo Sérgio Valle, Chico Feitosa, Geraldo Vandré, Luiz Bonfá e toda uma geração que veio depois de Tom.
Se a lista fosse minha, eu acrescentaria mais 10:

+ A Rã (João Donato e Caetano Veloso)
+ Chora tua tristeza (Oscar Castro Neves e Luverci Fiorini)
+ Chovendo na roseira (Tom Jobim)
+ Dindi (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira)
+ Estrada do Sol (Tom Jobim e Dolores Duran)
+ Eu e a brisa (Johnny Alf)
+ Gente (Marcos e Paulo Sérgio Valle)
+ Influência do jazz (Carlos Lyra)
+ O Pato (Neuza Teixeira e Jayme Silva)
+ Você (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli)


+++++

Mail de Tintin...e a play list se mantém atual.

Ola Ronald!!!



Eu achei sua play list sobre a Bossa Nova pelo site do Terra. Nao me pergunte como, foi Google total (o que e' otimo, nao e'?! eheh Significa que vc esta' tendo MUITAS visitas..eheh)

Voltei para te dizer de onde veio a fonte, pois sei como os meios que chegam aos nossos blogs sao importantes para no's comunicadores.

Eu sou estudante de jornalismo e agora estou morando na Argentina. Estava procurando sobre Bossa pq quero mostrar aos meus amigos a musica brasileira e daqui uns dias vou escrever sobre a falta que elas nos fazem, quando estamos fora do pais!!

Mas ja estudei na UFMG sobre musica tb e Bossa sempre me encantou!


Muito sucesso e sorte!


Cintia Gontijo (ou so' Tintin)

ps.: ah, eu sou de Bh!!! eheh Bjo

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Benção, Bossa Nova

Velhas revistas e livros. Recortes e memórias. Ronald Junqueiro

Bossa Nova é uma colagem. Coisa boa do Brasil. A data do nascimento é incerta, mas o certo é que ela nasceu no berço esplêndido dos anos dourados. Mas isso ‘são outros 500’ ou 50, quem sabe? Um cantinho, um violão. E Tom & Vinícius, mestres que andaram em companhia de outros mestres, de vozes inesquecíveis como as da divina Elizeth Cardoso, Sylvia Telles, Nara Leão, Alaíde Costa, e de compositores de fino trato como Carlos Lyra, João Bôscoli, Sérgio Ricardo, Luis Bonfá, Luis Carlos Vinha, Johnny Alf, Newton Mendonça, João Donato, Baden Powell, Roberto Menescal, Francis Hime, Billy Blanco e ele, João Gilberto. Depois deles, vieram as crias dos anos ´60 e a prova irrefutável de ser o Brasil um país musical de ouvido musical. Não vamos esquecer que a cantora paraense Leila Pinheiro fez a diferença com regravações de clássicos da Bossa Nova no final dos anos ´80.

Essas não são lembranças para rodar o dia todo cantando “Chega de Saudade”. Mas revirar os guardados e os recortes da história recente é fundamental para entender o que é ser brasileiro sangue bom. Que é melhor ser alegre que ser triste, como dizia o poetinha. Isso pode ser feito com um passeio pelos songbooks produzidos por Almir Chediak, da Lumiar Editora.

Leituras recomendadas:
Chega de Saudade, Ruy Castro – Companhia das Letras
Ela é carioca, Ruy Castro – Companhia das Letras
Feliz 1958, o ano que não devia terminar, Joaquim Ferreira dos Santos – Record

...50 anos depois, vemos que muita coisa também não mudou, como a ironia, a genialidade e o desafinado narigão de Juca Chaves. Prova disso é sair por aí, assobiando e cantando mentalmente um trechozinho do presidente bossa nova, título que atravessa gerações.

Bossa nova mesmo é ser presidente

Desta terra descoberta por Cabral
Para tanto basta ser tão simplesmente
Simpático, risonho, original.
Depois desfrutar da maravilha
De ser o presidente do Brasil...