Jogo de luz e sombra no meio fio. Ronald Junqueiro
As coisas não precisam ser concretamente coisas. Nossa vida pode parecer a abstração de momentos íntimos. Nosso modo de ver deve exercitar essas nuances em todos os seus movimentos e possibilidades. A luz, a sombra, a imagem, a mancha. A imaginação sequestra lápis e pincéis, espátulas, mistura cores em óleo, agua a aquarela e nem se incomoda com os contornos no final da tela. E a razão a ela se rende e goza com a precisão da imprecisão, da ilusão da reta, da embriaguês dos pontos, dos pontilhados, da ponte, passagens para as ilhas, nós, nossos territórios. Depois disso, sirvo-me a taça de vinho seco. (Ronald Junqueiro)



