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domingo, 1 de janeiro de 2012

O primeiro dia do ano, com sol pela manhã e chuva à tarde, coisa marcante em Belém do Pará, no começo do inverno equatorial da Amazônia. O Dragão deve estar encharcado.



Belém amanheceu com sol quentinho. Mas às duas da tarde a chuva veio saudar o primeiro dia do ano. Deu uma trégua e voltou logo depois. O inverno, como no ano passado, roubou o pôr de sol. Há pouco movimento na cidade. Ressaca de inverno depois de uma noite que sempre me parece uma grande cena de bombardeio.

Marquei o dia com três fotos. Agora me recolho. Pressão 12 x 8, sem grandes emoções. Preguiça macunaímica, apesar de estar com meu nível físico com invejáveis 98%, de dar inveja para quem correu na São Silvestre. Nível intelectual é 49%, bom para cancelar compromissos e nível emocional de 88%, bom para ir a festas e velórios.

Joguei I-Ching, saiu o Wei Chi, que significa ‘antes da conclusão’. O hexagrama que me disse o seguinte:

“Para você este é um momento cheio de oportunidades úteis para obter o que deseja. É uma fase de transição que pode fazer você passar de um estado negativo e problemático a um positivo e sereno. Continue a usar a máxima prudência: o êxito está ao seu alcance e o sucesso próximo”.


Não ganhei na mega sena da virada. Vou ter que me virar por outros meios para sobreviver.

No mais, o ano está apenas bocejando! Eu, sob os efeitos de uma noite feliz e um despertar tranqüilo, sem grandes desordens arrítmicas do meu corações que empurra com a barriga sua fibrilação atrial. Ter ou não ter barriga, eis a questão do coração...
 

sábado, 31 de dezembro de 2011

O sol se foi. Vi quando ele deu adeus a dezembro, no último pôr de sol de 2011. Partiu sem alarde para voltar no primeiro domingo de 2012, sob o signo do Dragão. Feliz Ano Novo!



 
Da minha janela, na Pedreira, 31/12/2011. Belém do Grão Pará


Fui olhar o sol se indo no último dia de dezembro. Acho que ele se foi com ares de cansaço, depois da chuva que caiu em Belém pelo meio da tarde, nublando a saudade que sem a menor cerimônia atribui a si o papel de boa companhia nesses ritos de passagem. São momentos que não se repetem, mesmo que fiquem congelados numa fotografia. Mas hoje fiz sua despedida de 2011 e escolhi três momentos. Não esperei que se fechassem as cortinas para o palco se abrisse para a noite.  Dei adeus a ele, ainda meio-sol, quase minguante.  Acho que ele queria se pôr discretamente, sem fazer alarde, tanto que logo foi engolido pelo horizonte nublado, sem o esperado mergulho por traz da ilhas em frente da cidade onde pega a direção do Japão, quando vai até a última nesguinha dourada e num movimento tão imperceptível  sai de sena, num piscar de olhos...
...Amanhã ele desponta num novo tempo e vou esperá-lo da minha janela. Imagino, agora, que o sol deve estar ardendo em  suas próprias chamas até soprar as cinzas de 2011 que se espalharão no tempo. Ele voltará, com certeza, com os encantos e a força de um novo signo que ele iluminará em 2012, entre a fantasia e a realidade...
...Que venha o Dragão!!!!



sexta-feira, 23 de abril de 2010

(2)...Se sabe que muda o tempo, se sabe que o tempo vira, ah! o tempo virou. O tempo era de tarde clara depois do meio da tarde em Belém.

Doca no contra-luz da sexta-feira, 16:27h. Ronald Junqueiro
A tarde de hoje revela o que ontem era cinza. Ronald Junqueiro
O azul nublado nas variações da luz da tarde. Ronald Junqueiro
Da sacada vejo as casas se amontoarem. Ronald Junqueiro


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Um recorte da noite em baixíssima velocidade. Sugestão de formas e movimentos. Coisas paradas, como na vida, no meio fio. Um convite.



Jogo de luz e sombra no meio fio. Ronald Junqueiro

As coisas não precisam ser concretamente coisas. Nossa vida pode parecer a abstração de momentos íntimos. Nosso modo de ver deve exercitar essas nuances em todos os seus movimentos e possibilidades. A luz, a sombra, a imagem, a mancha. A imaginação sequestra lápis e pincéis, espátulas, mistura cores em óleo, agua a aquarela e nem se incomoda com os contornos no final da tela. E a razão a ela se rende e goza com a precisão da imprecisão, da ilusão da reta, da embriaguês dos pontos, dos pontilhados, da ponte, passagens para as ilhas, nós, nossos territórios. Depois disso, sirvo-me a taça de vinho seco. (Ronald Junqueiro)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A magia da noite e o dia sem maquiagem. A nave da folia iluminada no carnaval perde o charme depois que a festa acaba. A vida segue.

Aldeia Cabana, Pedreira, sexta-feira, 12. Ronald Junqueiro

Aldeia Cabana, sábado, 13, a olho nu. Ronald Junqueiro

Aldeia Cabana, sábado, 13, desfile na chuva. Ronald Junqueiro


quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano Novo tá pra chegar. Eu estou assim meio gripado, pode? Existe 1/2 vírus? Fiquei fora das festas, mas feliz, ouvindo rádio, numa boa


Noite de lua cheia na companhia das nuvens. Meu último
céu de 2009. Outras luas virão. Ronald Junqueiro

Meu bairro, Pedreira do Samba e do Amor, está mais quiteto este ano. Normalmente é uma zona muito barulhenta, mas o 2009 está para dar adeus e nada de festa. Parei aqui em frente ao computador e passeei pelo mundo. As primeiras imagens que vi foram de Alexander Platz, em Berlin.

Feliz 2010!!!