sexta-feira, 7 de maio de 2010
O céu de Santa Maria de Belém do Grão Pará guarda a beleza e mistérios das terras de clima quente-úmido. É um postal inigualável.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Rita Lee muito mais sexy em Belém do Pará
A foto da Lady Rock foi abduzida em Brasília Rita e sua trupe dão uma paradinha em Belém na megaturnê do show “Pic-Nic”. Festa em dose dupla: comemora os 40 anos de estrada que começou no Rio de Janeiro este ano e 60 anos.
O Brasil não teria graça sem Rita Lee.
Mutante, camaleoa, roqueira tropicalista, a filha de Charles e Romilda, mulher, mãe e agora avó sexagenária e todos os outros títulos que acabam atribuindo a ela, Rita Lee ganha páginas e páginas do noticiário nacional e as perguntas são de uma monotonia previsível. Mas questões desse tipo são outros 500.
Peguei numa matéria, dessas com entrevistas ping-pong, a resposta que penso melhor traduzir um estado de espírito de quem rala muito, apesar do glamour que pareça ter a profissão.
A pergunta deixa pistas de que foi feita por e-mail, uma coisa enlatada. Se não for, que me perdoe o jornalista.
Repórter - Depois de 40 anos de carreira, você pode dizer que já conhece esse tal de rock´n´roll? Como cantora, compositora, fez tudo o que queria fazer? Ou ainda tem coisas na sua lista que ainda não foram riscadas?
Rita Lee - Para todas as perguntas acima, confesso que não tenho a menor idéia sobre nada, com freqüência faxino minha cabeça e fico só “meditabutando”...
Pô! Como é bom meditabuntar! Mete um pouquinho ali, tira um pouquinho aqui, bundeia acolá na base do bundalelê... lêlêlálá.
Parabéns Rita Lee!!!
domingo, 6 de julho de 2008
Vida boa, vida breve
As orquídeas ficam num canto do improvisado jardinzinho suspenso que jamais se igualará aos jardins da Babilônia. Elas florescem o ano todo, adaptadas à vida em vasos arrumados na direção do nascente. O verão é excitante, fecundador. E as arundinas se multiplicam e se derramam em flores de vida breve. Não exigem cuidados excessivos e paranóicos de jardineiro amador. É suficiente regá-las e vitaminar a terra de vez em quando. E daí a natureza toma seu rumo sem frescura. Mas as arundinas falam, também, que as conexões com o planeta são reais e não dependem de um clique virtual para ativar um mundo que pode estar oculto nesse ciclo de vida e morte, o nosso cotidiano. Se nós, como as orquídeas, encontrarmos um solo, um cantinho de terra e liberdade abrimos caminhos para outras gerações, o que é, verdadeiramente, a essência da imortalidade. Há um tempo para todos e a vida é a maior prova de resistência. Nada acaba em cada um de nós e nem em quem periga entrar para a lista de espécies em extinção.
- Tão belas essas orquídeas! Vieram de Burma, lá do outro lado, bem distante, milhas e milhas, e nem imaginaram que viveriam numa rua aqui do bairro da Pedreira, em Santa Maria de Belém do Grão Pará, Amazônia, Brasil.
(Com a pompa e circunstância da botânica, as flores da sacada são conhecidas como arundina bambosifolia, da família orquidácea e da espécie graminifolia. Isso é o que se chama, na moral, uma verdadeira árvore genealógica. As arundinas não precisam pagar terapias de regressão. Podem ter nascido nos jardins de monges budistas de Myanmar – ex-Burma ou Birmânia – esse país tão looooooooonge, no sudeste da Ásia, que nem nos damos conta de tal existência. Aliás, em 2007, a repressão às manifestações contra o regime militar, instalado no país há 46 anos, fizeram muita vítimas, entre elas os pacíficos monges. Coisa de países abençoados por Deus, como o nosso verdeamarelo pa-tro-pi. Como desgraça pouca é bobagem, um dos poucos momentos para quebrar o isolamento internacional vivido pelo país, em maio, por um ciclone, sob medida, que deixou mais de 15 mil mortos e mais de seis milhões de desabrigados. O fluxo de turistas ambientais e da rede solidária internacional deve ter aumentado pra caramba, pois Myanmar é um dos países menos visitados por turistas no continente asiático. Guardadas as proporções, o Brasil ainda é um paraíso).




