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terça-feira, 1 de junho de 2010

O tempo ficou maluco. Há dias que são como o auge do inverno e outros que nos torram de calor. Enquanto isso...

Olhar sem horizonte. O céu perde a cor. Ronald Junqueiro
E tomar banho de sol, banho de sol...Ronald Junqueiro

Gatas do subúrbio esparramam-se no telhado da casa e aproveitam o domingo generoso para ganhar o bronzeado da semana. Não são garotas de Ipanema...são as morenas da Pedreira. Vale tudo pra ser feliz.


domingo, 29 de março de 2009

Dias de chuva, dias ensolarados

Aqui só há duas estações: ou é inverno ou é verão. Ronald Junqueiro

Da minha janela vejo as mudanças do tempo, do vento, da vida. Um gosto de sol, às vezes de chuva. Vivemos assim, alternados, alternativas. Um lado que se oculta, outro que se expõe. Não por medo. Cada lado procura apenas a luz propícia, mesmo que seja uma breve chama a revelar ângulos, claridades, contornos, faces, linhas, lados, perfis, sombras, sutilezas.

Ninguém se mostra por inteiro. Esse é o grande lance. O melhor. E nem precisa ser esfínge. Ou ameaçar quem nos tenta desvendar. Deixa-se ou não. Nem a fome nem a sede podem ser a medida da nossa voracidade. Decifra-me ou te devoro? Pode ser o inverso: devora-me e me decifra. Podemos ser via de mão dupla. Ou beco sem saída.

Há dias de chuva e dias ensolarados.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Céu sobre Belém

O azul dourado. Não há ó gente, ó não! céu como este. Ronald Junqueiro

Mudança do tempo. Começaram os dias mais claros e de calor intenso, quebrando a barreira dos 30º. A temperatura máxima vai subir mais. Agora é verão. Belém não consegue esconder-se aos olhos de cada um, mesmo que a invasão dos edifícios, esse empilhado urbano da construção civil de estética duvidosa, escondam aos poucos os céus que muita gente conheceu algum dia. Leva o verde da cidade e deixa a cor da grana no bolso de quem não está nem aí para um pedaço de grama. Leva até o sossego das cobras. As sucuris, uma espécie comum na região, têm que aprender a viver na tubulação do esgoto. Como não podem contar com hospedagem no Museu Goeldi e, em alguns casos, serem devolvidas ao seu habitat, onde o déficit habitacional para todas as espécies cresce assustadoramente, acabam sendo mortas pela população assustada com essa invasão dos bichos sem floresta. Fim da cadeia alimentar. Aqui não é terra para anaconda.

(Belém e seus parques foram encurralados pela especulação imobiliária, falta de fiscalização e de planejamento urbano por parte da administração municipal. O Parque do Utinga, por exemplo, onde ficam os lagos Bolonha e Água Preta, que abastecem mais de um milhão de pessoas com água, vive hoje a ameaça da expansão dos bairros e das construções imobiliárias do entorno. Belém é o paraíso das construtoras. O metro quadrado atinge facilmente o valor de três mil reais. Tudo é vendido, na planta! E aqui nem é Nova York.)