Mostrando postagens com marcador 2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2010. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano Novo tá pra chegar. Eu estou assim meio gripado, pode? Existe 1/2 vírus? Fiquei fora das festas, mas feliz, ouvindo rádio, numa boa


Noite de lua cheia na companhia das nuvens. Meu último
céu de 2009. Outras luas virão. Ronald Junqueiro

Meu bairro, Pedreira do Samba e do Amor, está mais quiteto este ano. Normalmente é uma zona muito barulhenta, mas o 2009 está para dar adeus e nada de festa. Parei aqui em frente ao computador e passeei pelo mundo. As primeiras imagens que vi foram de Alexander Platz, em Berlin.

Feliz 2010!!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Para viciados em poesia, fingimentos e dores, para os que giram como girassóis e para os que se amam como pessoa e seus múltiplos


Meu desassossego adormece e acorda comigo. Ronald Junqueiro

Uma pessoa a transbordar pessoas, assim é Fernando, que se deságua em mares de poesia, que navega o mundo da palavra que em si apresenta-se como universo para todas as línguas e sentimentos. Em Pessoa me acorrento e me liberto. Em cada lugar de mim há um lugar que ele ocupa, na tristeza do cotidiano, no detalhe da alegria. Não lhe tenho a obra de cor e jamais queria tê-la. Vago em seus livros como errante girassol e não quero estradas em linha reta. Tenho saudade e assalto uma, duas ou mais páginas e por aí fico, rondando cada verso, rodando no mesmo eixo e assim deixo-me feliz como um demente demonstra ser, sem dar-se aos que estão em volta.

Desejo aos que por aqui passam 2010 de idas e vindas e de atalhos em cada caminho por onde passeie a felicidade em seus mil e um disfarces como o poeta que finge, mas sabe a dor e a alegria de ser o que é.

Abraços em todos,

Ronald

________
________
________

"Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.


Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também".

Fernando Pessoa - Bernardo Soares