quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Zilda Arns, uma brasileira de verdade
-----
-----
Não quero postar fotos. Deixo só o sentimento que espero ser traduzido no texto. Todo brasileiro deve andar triste com a morte de dona Zilda Arns, uma mulher que serve de exemplo para mulheres e homens que acreditam que fazer o bem não depende do PODER, mas de ter o dom de juntar forças, de acreditar no coletivo. Isso faz a diferença quanto ao amor ao próximo, que deve ser coletivo, dona Zilda Arns mostrou a que veio, fez a coisa certa: salvou vidas.
Que Ser iluminado, essa mulher!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Vozes imortais como a de Dalva de Oliveira mostram que temos muito mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a vã filosofia
Dalva, grande estrela da música
A minissérie que traz para os brasileiros a vida de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins foi uma bola dentro da TV Globo . Os dois vem embalados por um país getulista, mas que mostra o lado bom da alegria dessiliconizada. Entre tapas, beijos e traições, o Brasil parecia mais brasileiro e estrelado. Eu queria ter vivido este tempo. Vi a estréia e achei uma química duca entre os atores Adriana Esteves e Fábio Assunção.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Primeiro de janeiro de 2010. Deixo imagem que não é abstrata. Meu território. No mais é deixar a vida se realizar...
O céu de Belém do Pará, azul para o inverno. E o verde
fundamental a nos cobrir de sombra. Ronald Junqueiro
Escuto a rádio Europe 1, de Paris. J´aime. Bon soir. Merci.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Ano Novo tá pra chegar. Eu estou assim meio gripado, pode? Existe 1/2 vírus? Fiquei fora das festas, mas feliz, ouvindo rádio, numa boa
Noite de lua cheia na companhia das nuvens. Meu último
céu de 2009. Outras luas virão. Ronald Junqueiro
Feliz 2010!!!
Marcadores:
2010,
alexander platz,
belem,
berlin,
pedreira
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Para viciados em poesia, fingimentos e dores, para os que giram como girassóis e para os que se amam como pessoa e seus múltiplos
Meu desassossego adormece e acorda comigo. Ronald Junqueiro
Uma pessoa a transbordar pessoas, assim é Fernando, que se deságua em mares de poesia, que navega o mundo da palavra que em si apresenta-se como universo para todas as línguas e sentimentos. Em Pessoa me acorrento e me liberto. Em cada lugar de mim há um lugar que ele ocupa, na tristeza do cotidiano, no detalhe da alegria. Não lhe tenho a obra de cor e jamais queria tê-la. Vago em seus livros como errante girassol e não quero estradas em linha reta. Tenho saudade e assalto uma, duas ou mais páginas e por aí fico, rondando cada verso, rodando no mesmo eixo e assim deixo-me feliz como um demente demonstra ser, sem dar-se aos que estão em volta.
Desejo aos que por aqui passam 2010 de idas e vindas e de atalhos em cada caminho por onde passeie a felicidade em seus mil e um disfarces como o poeta que finge, mas sabe a dor e a alegria de ser o que é.
Abraços em todos,
Ronald
________
________
________
"Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.
Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também".
Fernando Pessoa - Bernardo Soares
Marcadores:
2010,
fernando pessoa,
livro do desassossego,
mudança dos ventos,
poesia
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Salve, salve a melhor jogadora de 2009!!! Ou simplesmente Marta Veira da Silva do Brasil
Mulher com a fibra de todos os homens
Notícia boa tem que ser colocada em todos os murais virtuais da rede. Como a eleição da brasileira Marta como a melhor jogadora do mundo, pela FIFA em 2009. Ela quebrou um recorde ao ser a primeira jogadora a vencer quatro vezes o prêmio - o brasileiro Ronaldo (1996, 1997 e 2002) e o francês Zidane (1998, 2000 e 2003), entre os homens, e a alemã Birgit Prinz (2003, 2004 e 2005), entre as mulheres, foram três vezes eleitos os melhores pela FIFA. Leia mais aqui.
Marcadores:
Fifa,
Marta,
melhor jogadora 2009,
recorde,
seleção brasileira
sábado, 12 de dezembro de 2009
Lula enche a boca de merda. Devia enchê-la de bunda. Os brasileiros ficariam muito mais feliz.
Que merda esta polêmica sobre o presidente Lula falar “merda” em seu discurso de merda sobre a merda em que vive o povo que nem sabemos, na verdade se vive (*) e andando, pois nem mesmo o Lula sabe o que diz.
Dependendo da ocasião, o presidente diz que o país vai bem, que a vida do pobre melhorou - coisa que nunca viu antes no Brasil - e assim passeia sobre a contradição sem saber que pé pisa no ouro e qual dos dois, esquerdo ou direito, pisa na jaca...quer dizer, na merda.
Mas veja o que é o toque de Midas ao tocar em partes do corpo que podem virar palavrão ou poesia. Lula devia ler Carlos Drummond de Andrade e ler para o povo que, com toda certeza, adoraria conhecer a bunda descrita pelo poeta e não a merda explícita disparada pelo presidente nos palanques brasileiros.
A bunda que engraçada
Carlos Drummond de Andrade
A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
rebunda.
Dependendo da ocasião, o presidente diz que o país vai bem, que a vida do pobre melhorou - coisa que nunca viu antes no Brasil - e assim passeia sobre a contradição sem saber que pé pisa no ouro e qual dos dois, esquerdo ou direito, pisa na jaca...quer dizer, na merda.
Mas veja o que é o toque de Midas ao tocar em partes do corpo que podem virar palavrão ou poesia. Lula devia ler Carlos Drummond de Andrade e ler para o povo que, com toda certeza, adoraria conhecer a bunda descrita pelo poeta e não a merda explícita disparada pelo presidente nos palanques brasileiros.
A bunda que engraçada
Carlos Drummond de Andrade
A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
rebunda.
Marcadores:
Bunda,
Carlos Drummond,
lula,
poesia erótica
sábado, 14 de novembro de 2009
Preservar a Dilma Roussef ou a floresta?
Meu olhar é o satélite da cidade. Ronald Junqueiro
Este governo tem um quê de patrimonialista com relação à defesa das pessoas. Ou melhor,dos pares e da corte. Li nos noticiários da intenet que “o governo e o PT trabalham nos bastidores para impedir que o apagão prejudique a imagem de "boa gestora" da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do partido à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O esforço do Planalto é para virar rapidamente a página do blecaute e criar fatos positivos que mostrem Dilma como mulher que faz, substituindo a agenda negativa por compromissos ambientais”.
Quá quá rá quá quá! Não venha querer me consolar que agora não vai dar pé nem nunca mais vai dar.
Venhamos e convenhamos, não dá para imaginar Dilma com modelitos floridos de algodão e o inefável blazerzinho de tecido industrializado que cai bem na ministra. O tema dá para contar piada em bar. No fundo do bar, com a palavra empolada mas que todo mundo entende, o bêbado anuncia sua escolha: Deixe a ministra no escuro, vamos preservar o apagão!
Dilma não tem o menor carisma quando pensamos em meio ambiente e presevação das matas brasileiras, do Arroio ao Chuí. E toda essa campanha para criar uma persona para a ministra é, declaradamente, uma ação entre amigos.
Como jornalista não consigo me ufanar com notícias boas. A pulga atrás da orelha fica inquieta, indômita megera indomada que jamais será uma pulga sheakspereana. Podem baixar fotos de todos os satélites que giram em torno das nossas cabeças e que mandam dados para os instituto de pesquisa sobre a queda do desmatamento da Amazônia e ainda assim não acredito. Lembro duas tias velhas de uma amiga jornalista que também não acreditavam que o homem tinha ido à Lua – que segundo a NASA tem água congelada.
Leia o lead:
“Imagens de satélites analisadas pela ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) confirmam a queda no ritmo do desmatamento divulgada pelo governo. Segundo o instituto, em setembro foram registrados 216 km² de floresta totalmente derrubada. O número representa queda de 33% em relação ao mesmo período de 2008, quando a Amazônia perdeu 321 km².”
Claro está que prefiro preservar a floresta do que a Dilma Roussef. Não sei porque, mas algo me diz que essa insistência do Lulinha ex-paz e amor tem a ver com pirraça e matreirice. Bom pra ele se Dilma ficar. Para nós, penso que essa senhora não tem nada a ver com a aquarela do Brasil. E esse clima de campanha não escapa e nem escapará das baixarias na cena e nos bastidores.
Verdade mesmo é que, mesmo o verde resistindo às intempéries e às más ações dos homens, nosso olhar cotidiano é melhor do que satélites e estatísticas. Basta passear pelo bairro para ver a cobertura verde dá lugar à cobertura dos médios e grandes edifícios. O aquecimento global começa no quintal da gente.
O que me deixa furioso é não poder controlar o mau humor e ficar mais light como um patê para passar na torrada. A gente precisa rir e o riso parece derreter-se junto com as geleiras. Pior, já nem encontro mais um pinguim de geladeira!
Marcadores:
apagão,
desmatamento,
dilma,
Floresta amazônica,
light,
lula,
mau humor,
pinguim,
verde
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Um fim de tarde único. Não haverá outro igual.
Adeus ao primeiro dia de novembro de 2009. Ronald Junqueiro
Meu primeiro pôr de sol do 1o. de novembro de 2009. Este dia não se repetirá jamais. O domingo olhado através da minha janela será único e definitivo. Não dá para aprisionar os dias e as noites, mas este fim de tarde não se apagará da minha lembrança como um momento de inspiração. Sei exatamente o que foi este dia, ou a transição das horas: paz.
Não foi um milagre, apenas um fenômeno provocado pelo milagre que nos alimenta diariamente enquanto destruimos o mundo ou juntamos os fragmentos possíveis.
Marcadores:
círio 2009,
dia e noite,
horas,
milagre,
novembro,
pôr de sol
sábado, 10 de outubro de 2009
Virgem de Nazaré, a mais cortejada no Brasil
Mais de dois milhões de fiéis seguem a Virgem de Nazaré,
padroeira dos paraenses, na grande procissão do segundo domingo de outubro. Ronald Junqueiro
O Círio é realizado há mais de duzentos anos. A procissão sai da Catedral e vai até a Basílica Santuário, num percurso de quase quatro quilômetros. Veja um pouco mais na página do Círio de Nazaré.
Deixo aqui a Santinha, para quem quiser conhecê-la e a todos que por aqui passarem desejo um
Feliz Círio!
Marcadores:
Belém do Pará,
círio 2009,
nossa senhora de nazaré
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Violetas para os que cantam a liberdade
Capa do livro de Francisco Jiménez
com ilustrações de Paloma Valdívia.
Pode ser baixado do site Chile para Niños.
À inevitável tristeza que nos vem com as perdas, podemos contrapor o que ficou do que perdemos numa leitura dos comuns mortais. Vai Mercedes e com ela uma história que fecha seu ciclo vital. Mas essa mesma história é um legado para todos que conheceram La Negra, pelo que ela lutou e construiu na sua trajetória cá nesta terra de profundezas e superfícies: o canto libertador e a liberdade como um dos bens maiores que é nosso e intransferível. Não sou nem serei biógrafo de Mercedes Sosa, mas deixo aqui mais umas linhas de pensamento avulso, desses que todos nós arranjamos todos os dias.
Mais do que lágrimas cultivo o riso e rio ao ouvir a sabedoria com que La Negra usava sua voz como porta-voz de uma América Latina que muito sofreu com as atrocidades praticadas por regimes totalitários no continente. Seu exemplo deve ser seguido por todos nós que devemos nos opor a qualquer tentativa de golpe aos direitos conquistados a custa de muitas vítimas. É uma alegria ouvir Mercedes Sosa e deixar que sua voz me inspire na crença de que podemos construir e manter um mundo melhor que não seja utopia e que devemos dar graças à vida pelo tanto que ela nos dá. Ainda que a gente tropece aqui ou ali, pois não há caminho reto nem poema em linha reta dos quais nos desviemos das quedas e porradas.
Mercedes, essa mulher cantadeira, como tantas outras, mostrou a fibra que tem a alma feminina, feita de fios de aço e linhas de seda para tecer esse mundo que queremos para nós e mais quem virá depois que passarmos por aqui. A ela se juntam ondas e ondas de vozes que desafiam mordaças e fuzis.
Uma hora as pessoas têm que partir. E nessa ida de Mercedes gostaria de lembrar outra mulher fundamental na arte de dizer, de cantar e de fazer sem perder a ternura, a inesquecível Violeta Parra.
Chilena nascida em San Carlos, como tantos poetas que desnudaram o mundo, que incomodaram o poder, Violeta deixou uma obra rica e que não se perderá no tempo. Não podemos voltar aos 17, nós, os que por ele já passamos, mas podemos continuar enquanto não pegarmos nosso trem azul.
Para os tempos de hoje, a poesia de Violeta Parra é, incontestavelmente, um momento de introspecção e questionamento, mesmo em espanhol. Deixo um poema de Violeta Parra colado aqui no Imarginálico. Quem o ler, faça sua tradução em essência e alma.
MIREN
Miren cómo sonríen
los presidentes
cuando le hacen promesas
al inocente.
Miren cómo le ofrecen
al Sindicato
este mundo y el otro
los candidatos.
Miren cómo redoblan
los juramentos,
pero después del voto
doble tormento.
Miren el hervidero
de vigilante
«para rodar de flores
al estudiante».
Miren cómo relumbran
carabineros
«para hacerle premios
a los obreros».
Miren cómo se visten
cabo y sargento
para teñir de rojo
los pavimentos.
Miren cómo profanan
las sacristías
con pieles y sombreros
de hipocresía.
Miren cómo blanquean
mes de Maria
y aL pobre negreguean
la luz del día.
Miren cómo le muestran
una escopeta
para quitarle al pobre
su marraqueta.
Miren cómo se empolvan
los funcionarios
para contar las hojas
del calendario.
Miren cómo sonríen,
angelicales,
miren como se olvidan
que son mortales.
A história nos mostra como sorriem os presidentes quando fazem promessas ao inocente.
Marcadores:
américa latina,
argentina e chile,
mercedes sosa,
violeta parra
domingo, 4 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
La Negra Mercedes Sosa. Uma voz abençoada.
Mercedes Sosa trouxe na voz um toque divino.
Uma cigarra encantadora, sem fronteiras.
Como La Cigarra
Composição: María Elena Walsh
Tantas veces me mataron,
tantas veces me morí,
sin embargo estoy aquí
resucitando.
Gracias doy a la desgracia
y a la mano con puñal,
porque me mató tan mal,
y seguí cantando.
Cantando al sol,
como la cigarra,
después de un año
bajo la tierra,
igual que sobreviviente
que vuelve de la guerra.
Tantas veces me borraron,
tantas desaparecí,
a mi propio entierro fui,
solo y llorando.
Hice un nudo del pañuelo,
pero me olvidé después
que no era la única vez
y seguí cantando.
Cantando al sol,
como la cigarra,
después de un año
bajo la tierra,
igual que sobreviviente
que vuelve de la guerra.
Tantas veces te mataron,
tantas resucitarás
cuántas noches pasarás
desesperando.
Y a la hora del naufragio
y a la de la oscurida
dalguien te rescatará,
para ir cantando.
Cantando al sol,
como la cigarra,
después de un año
bajo la tierra,
igual que sobreviviente
que vuelve de la guerra.
Quando La Negra dormir lhe velaremos o sono através da memória, da poesia e da música que ela espalhou aos quatro vento para nos embalar e fazer alegre e consolar. Mercedes Sosa será a cigarra eternizada.
Marcadores:
argentina,
cigarra,
la negra argentina,
mercedes sosa
domingo, 27 de setembro de 2009
Santa Maria com Menino Jesus na beira da rua
Na BR 010. Aí fica Santa Maria do Pará. No passa passa pela rodovia é mais uma cidade de beira de estrada. De um lado e do outro, casas pobres, arquitetura pobre e tudo mais parece um set cinematográfico ou de novelas. Idas e vinda pela Belém-Brasília, mostram essa realidade, numa via de alto trânsito de carretas, contrapondo-se às fazendas que dominam a paisagem. E muita devastação.
Uma parada. Pela janela do carro, faço o registro no contra-luz. Uma estátua de Santa Maria com o Menino Jesus. Poderia estar na praça, numa rotatória ou num nicho especial. Que nada! Santa Maria é santa pé no chão. Fica espremida em frente a uma casa e o meio-fio, fincada numa calçada que nem merece o nome de calçada. É a cara do Brasil.
Marcadores:
belém-brasília,
br 010,
pobreza,
santa maria do pará
Assinar:
Postagens (Atom)










