quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Eu não sou cachorro não!
terça-feira, 2 de setembro de 2008
A Rebarbadora ( O início...será?)
Na página do Concelho de Grândola, o convite é tentador. Ficar de pernas pro ar na costa do Alentejo é tudo o que eu queria:
“A costa do Alentejo apresenta-se hoje no continente europeu como um dos melhores exemplos de um litoral pouco intervencionado, mantendo praticamente em toda a sua extensão características biofísicas naturais.
Entre o oceano Atlântico e a planície alentejana, numa extensão de 45 km, desde o extremo da Península de Tróia até à praia de Melides, a costa do concelho de Grândola, é a maior extensão de praia do país, uma mancha contínua de areal. A paisagem litoral é caracterizada por uma costa baixa de extensas praias arenosas, constituídas por vezes pelos sedimentos avermelhados das escarpas arenosas recentes".
Pois bem, os ladrões – três indivíduos encapuzados - abriram o cofre em menos de oito minutos. Não ameaçaram ninguém com armas, intimidaram apenas os funcionários e os dois clientes que se encontravam no restaurante Cavalo Lusitano e ordenaram que ficassem “quietos” enquanto arrombavam o caixa. Depois do roubo fugiram tranqüilamente numa BMW ou Audi, segundo informações desencontradas de testemunhas. Muito menos imagens do bando.
“Despejaram o extintor, para criarem uma densa nuvem de pó na zona onde iam actuar, viraram as câmaras de vigilância ao contrário, com um pé-de-cabra, e desligaram a caixa ATM da ficha, para ligarem a rebarbadora.”
O que não faz uma rebarbadora? Segundo o jornal os ladrões entraram no restaurante de rebarbadora “apontada” à caixa multibanco, na calma tarde de uma quarta-feira alentejana. Metralhadora é coisa de bárbaros, trogloditas. E o bando da rebarbadora certamente é gente de fina estampa, até no tratamento: um dos dois funcionários no estabelecimento “ainda tentou fugir pelas traseiras. Mas logo foi detido pelos assaltantes, que o avisaram para estar "quieto".
Um dos funcionários até comentou:
"Nem disseram que isto era um assalto ou que deixava de ser. Só diziam para as pessoas estarem calmas e quietinhas, enquanto um deles cortava a caixa de lado. Sabia o que estava a fazer, porque ela abriu em menos de nada."
- Enquanto isso, no México, uma onda de terror abala a população: em três dias, 19 pessoas foram degoladas e, num dos casos, a cabeça da vítima foi deixada no frigobar...
- Enquanto isso, no Brasil, cai a cúpula dos arapongas. Não sabem usar grampo como a minha avó que prendia os cabelos lindamente num coque. A Agência Brasileira de Inteligência mostra-se pouco inteligente. O Lula, nosso presidente, nada sabia sobre a arapongagem.
- Enquanto isso, em Novo Repartimento, município do estado do Pará, 20 assaltantes invadiram a cidade na madrugada da segunda-feira, dia 2, armados de escopetas, fuzis e metralhadoras, renderam dois funcionários de uma empresa de energia elétrica e tentaram explodir o cofre do Banco do Brasil. O roubo não foi concretizado, mas o bando desafiou a polícia disparando para todos os lados, usando refém como escudo. No confronto, o quartel da polícia foi crivado de balas. Os bandidos fugiram em vários carros, levaram o refém que foi liberado depois e o carro da empresa dirigido por ele foi abandonado e incendiado cerca de quatro quilômetros da cidade, no meio da Transamazônica.
Realmente, uma rebarbadora faria menos estrago. Menos que o desgoverno a que estamos submetidos num país em que segurança e nada são a mesma coisa
domingo, 31 de agosto de 2008
O difícil é difícil, assim falou Lula
“O governo tenta fazer o simples, porque o difícil é difícil”
A frase é páreo duro para manchetes de jornais. O jornais brasileiros são uma fonte rica, não tenho a menor dúvida. Mas ontem recebi um e-mail procedente de Albergaria-a-Velha, Portugal, com material supimpa para manter o humor vital. Rir é o melhor remédio, ora pois! Humor eu tenho “só me falta-me o gramur”, como diz a filósofa Lady Keite, mestre e doutora na mesma escola do Lulinha. No mais, amo Fernando Pessoa e gosto de Portugal.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Quem apagou a vela do Michael Jackson?
Viver só nos custa a vida. Então, vida para Michel Jackson!
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Consumidos pelo fogo de cada dia
Essa é a manchete do dia. Os jornais e telejornais descarregam chamadas como bombas caindo de uma esquadrilha descontrolada. Os protestos dos cidadãos indignados com uma realidade que nos parece irreversível não ecoam. Morrem na garganta.
O fogo domina o cenário por causa do calor e da baixa umidade. O estado sofre queimaduras em todos os graus provocadas por 2,6 mil focos de incêndio.
Da forma como é dita a informação, parece que aqui há um imenso fenômeno de combustão espontânea, onde a fumaça esconde o dedo do bicho-homem.
E afinal, quanto a Amazônia já perdeu de floresta?
Reportagens especiais ou notícias que ficam no pé dos índices do desmatamento adoram comparações que mais confundem e não esclarecem nada. Já li que a destruição equivale a porradas de Vaticano, ao Rio de Janeiro, a milhares de campos de futebol. Isso não dá a dimensão exata da catástrofe provocada pelo desgoverno. Penso que acaba sendo um desserviço.
A dona Maria ou o seu Raimundo lá dos cafundós que nem sabem para que lado fica o Vaticano, nunca foram ao Rio de Janeiro ou pisaram no Maracanã ou no Mangueirão nem terão noção do que fazer com essa informação, que não tem função para eles. É informação para cientistas, governo, formadores de opinião, elites e suas tropas e para quem interessar possa.
A imprensa e as mídias de todos os matizes apostam no escândalo, em manchetes que vendam jornais e alavanquem a audiência. Mas isso dura um dia. No dia seguinte, nem sempre tem repercussão. Nosso diário é pobre em acompanhamento sistemático do que se passa na região e pouco crítico.
Para refrescar a memória
A região observada livre da cobertura de nuvens foi maior no mês passado: 72% da Amazônia Legal. Em maio, a área observada livre de nuvens foi de 54%. Ainda assim, o sistema do Inpe conseguiu identificar uma redução no desmatamento. O instituto avaliou 304 alertas de um total de 568 em junho. Houve confirmação de desmatamento em 92% dos casos de alerta. Em 67% dos casos de desmatamento, o corte foi raso; em 25%, o caso foi de floresta degradada.
Em maio, o Inpe registrara número inferior de alertas (241 no total). Naquele mês, 88,3% dos alertas foram confirmados como desmatamento e 11,7% foram descartados. O porcentual de casos de corte raso da mata foi menor: 60% dos alertas identificados pelo Inpe. Os casos de degradação de alta intensidade também foram menos numerosos em maio: 23%. Em junho, 4% dos casos foram de desmatamento de intensidade moderada e leve.
Informações embaladas pelo emaranhado de um vocabulário cinza: O resultado final, obtido pela análise de 213 imagens Landsat complementadas por imagens CCD/CBERS, SPOT e DMC em áreas nubladas, computou o total de 11.532 km2 de desflorestamento na Amazônia Legal. Este resultado atualiza a estimativa de 11.224 km2 divulgada em novembro de 2007, produzida com base na análise das 74 imagens que apresentaram maiores taxas de desmatamento no período anterior e que permitiram a estimativa em novembro com 2,7% de diferença para menos em relação ao valor definitivo.A taxa de desmatamento de 2006-2007 significa uma redução de 18% em relação à taxa medida no período 2005-2006.
E tudo isso com direito a pódium para os estados e suas taxas de desmatamento da Amazônia Legal em km2/ano. A menor taxa de desmatamento ficou com o Amapá (39), seguido do Tocantins (63), Acre (184), Roraima (309), Amazonas (610), Maranhão (613). E na seqüência ouro, prata e bronze, sob os últimos ecos das olimpíadas da China:
Pará 5.425
Mato Grosso 2.678
Rondônia 1.611
Continuamos afogados em números. Como chegar à superfície para respirar e saber qual é a real?]
sábado, 23 de agosto de 2008
Nem toda brasileira é bunda
E como protestam Rita Lee e Zelia Duncan:
Toda feiticeira é corcunda
Nem!Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Um centímetro faz diferença
Um olhar brasileiro para o mundo. Um modo de ver as coisasEsqueçamos a masturbação microfônica do Galvão e vamos gozar com um centímetro a mais o ouro da Maurren Maggi. Esse entrou bem. Distância e tamanho fazem a diferença na hora H, mesmo que não seja um salto com vara, sim senhor.
Agora é torcer e fazer figa. E deixar o 'gavião' pra lá.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Locutor pé frio com alma de coveiro
Há dias em que a gente acorda com o lado sensitivo (ou a intuição) mais exacerbado. Brigo comigo mesmo para não entrar nessa onda. Mas não adianta lutar. A frase ressoa em meus neurônios: Non creo en brujos, pero que los hai, los hai.
Pois é, no que liguei a televisão para acompanhar o jogo das meninas do vôlei contra as chinesas e vi que o narrador era o Cleber Machado, meu sinal de alerta, vermelho e ruidoso como sirene de carro da polícia ou ambulância, foi automaticamente ativado: aí vem o Galvão Bueno narrar o jogo das meninas do futebol. Vai dar merda!
Não deu outra. Esse 'Gavião Bueno' é um tremendo de um pé frio. Queria brilhar com o ouro e lustrar a medalha no seu ego exibicionista e deu no que deu. As garotas deram adeus ao merecido ouro! Mas com sua cavernosa voz de papa defunto, o Galvão cagou na cabeça da torcida e das meninas. Tipo aquela história que diz que o “urubu quando está de azar o debaixo belisca o de cima”. E sob esse argumento sou amparado pela sabedoria chistosa e popular. E os teóricos que procurem outro lugar para pastar, que não me venham com lógicas e surtos racionais.
E ele, o coveiro medalha de ouro, foi até o final disparando disparates nos ouvidos do telespectador. Ôôôôôôôô! voz antipática, arrogante, que arrota uma sabedoria duvidosa e uma narração tão trash e demodê. Que me perdoem os fãs do locutor, mas seria mais interessante subir o áudio da torcida chinesa gritando:
"Palazil!!!" "Palazil!!!" "Palazil!!!"
É isso, tenho preconceitos ou rejeição a sons, sonoridades e vocalizações. Meus ouvidos têm lá suas razões. Ah, los humanos... Pero que los hai, los hai!
As meninas do futebol mostraram que o Brasil tem peito e pernas. E que é uma pátria raçuda. Muito mais que os craques pernas-de-pau escalados por Dunga, uns merdinhas milionários para quem a camisa verde-amarela é como um pedaço de pano de enxugar prato ou uma bandeira esfarrapada, encardida e sem a cor de euros e dólares que eles recebem no exterior.
Essa é a opinião de um semi-analfabeto em futebol.
Aplausos para as meninas do Brasil. Viva Marta e Formiga!
sábado, 16 de agosto de 2008
Grande pescador da música brasileira
O poeta e o mar, uma parceria pra toda vidaUma coisa da qual sempre vou lembrar são os olhinhos de Dorival, buliçosos, conquistadores, brilhantes, moleques, brejeiros de uma brejeirice tal que Carmem Miranda aprendeu a revirar seus olhos graúdos e descobrir o que é que a baiana tem. Ficou tão baiana e tão brasileira que sequer lembramos que ela era portuguesa.
Madonna cinquentona. E daí?
Vamos deixar de lado esses papos furados sobre produtos novaiorquinos, máquinas de fazer e refazer sucesso, supermarketing e vírus oportunistas de campanhas virais, indústria da música, show business, fatias do mercado fonográfico devoradas por executivos gordos ou magros com pancake na cara para esconder a ácne e toda essa conversa armada para justificar fenômenos megabilionários. Ninguém vai além dos 15 minutos de fama se não tiver talento. E esse não é o caso de Madonna Louise Ciccone Ritchie.
A inglesa Lucy O´Brien, fã da artista, foi atrás desse fenômeno e lançou o livro “Biografia do Maior Ídolo da Música Pop”.
Lucy resistiu ao canto da sereia que antes achava fútil, fabricada e sem graça. Isso foi há mais de 25 anos. Agora, o tal mito fabricado chega aos 50 anos e continua intocável. E Lucy levará uns bons trocados como fã empreendedora. O resto da história se espalha pelo mundo entre fãs e clube de fãs, e filmes , vídeos e fotos e provocações e polêmicas e mídias.
Salve Madonna e todas as mulheres que chegam aos 50 desafiando o tempo!
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Rita Lee muito mais sexy em Belém do Pará
A foto da Lady Rock foi abduzida em Brasília Rita e sua trupe dão uma paradinha em Belém na megaturnê do show “Pic-Nic”. Festa em dose dupla: comemora os 40 anos de estrada que começou no Rio de Janeiro este ano e 60 anos.
O Brasil não teria graça sem Rita Lee.
Mutante, camaleoa, roqueira tropicalista, a filha de Charles e Romilda, mulher, mãe e agora avó sexagenária e todos os outros títulos que acabam atribuindo a ela, Rita Lee ganha páginas e páginas do noticiário nacional e as perguntas são de uma monotonia previsível. Mas questões desse tipo são outros 500.
Peguei numa matéria, dessas com entrevistas ping-pong, a resposta que penso melhor traduzir um estado de espírito de quem rala muito, apesar do glamour que pareça ter a profissão.
A pergunta deixa pistas de que foi feita por e-mail, uma coisa enlatada. Se não for, que me perdoe o jornalista.
Repórter - Depois de 40 anos de carreira, você pode dizer que já conhece esse tal de rock´n´roll? Como cantora, compositora, fez tudo o que queria fazer? Ou ainda tem coisas na sua lista que ainda não foram riscadas?
Rita Lee - Para todas as perguntas acima, confesso que não tenho a menor idéia sobre nada, com freqüência faxino minha cabeça e fico só “meditabutando”...
Pô! Como é bom meditabuntar! Mete um pouquinho ali, tira um pouquinho aqui, bundeia acolá na base do bundalelê... lêlêlálá.
Parabéns Rita Lee!!!
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Chinês cara-de-pau !!!
A voz da dona e a dona da voz. A vida pode imitar arte? Jean e DebbieA equipa técnica usou uma mistura de água com leite para criar um efeito real de chuva, na clássica cena de Gene Kelly, obrigando-o a mudar várias vezes de roupa. Ele pegou uma baita gripe.
Farsa da farsa: a voz da personagem Kathy que dublava Lina Lamont, nas gravaçőes dos números musicais de Would You? e You Are My Lucky Star, não era a de Debbie Reynolds, mas a de Betty Noyes.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
0ito do oito de dois mil e oito
Que te direi, se me interrogas?
As nuvens falam?
Não. As nuvens tocam-se, passam, desmancham-se.
Às vezes, pensa-se que demoram, parece que estão paradas...
Confundiram-se.
E até se julga que dentro delas andam estrelas e planetas.
Oh, aparência...Pode talvez andar um tonto pássaro perdido.
Voz sem pouso, no tempo surdo.
(Fragmento do poema “Contemplação”, de Cecília Meirelles)
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Abaixo a estratégia do cupim !
A vida tem dessas coisas, gente que é silenciosa como os cupins, sentimentos silenciosos como os cupins, doenças silenciosas como os cupins, traições silenciosas como os cupins, ambições silenciosas como cupins e uma ganância que transforma os cupins em verdadeiros exércitos contra a gente. Assim foi a CPMF, aparentemente exterminada por conveniências de um cabo-de-guerra político entre legislativo e executivo – isso mesmo, poderes minúsculos, em letras minúsculas do substantivo comum. Mas os cupins que não são besta deixaram algumas larvas na reserva do silêncio que corrói pessoas e objetos, como a umidade durante invernos rigorosos. Tudo por fora parece perfeito, intacto, mas as estruturas não resistem a um simples toque.As larvazinhas da CPMF travestiram-se em CSS porque este governo é tarado por imposto. É um caso patológico hereditário, desde que o poder deitou raízes por aqui. No Brasil sempre se pagou muito imposto. E a saúde sempre foi relegada ao segundo plano.
As coisas podem ser diferentes, mesmo quando lidarmos com os insetos. E até cupinzeiros podem ser fonte de inspiração para uma sonhada casa auto-sustentável.
Na minha cabeça ressoa o eco modernista:
“Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são”. E viva Mário de Andrade! E viva Macunaíma! Esse povo brasileiro que é nosso orgulho tinha uma visão crítica privilegiada e amava o Brasil, de fato.
A saúde anda de pires na mão há séculos, mas não por falta de arrecadação. Hoje, principalmente. E as manchetes que lemos não são um caso de ufanismo barato, esfarrapado. O governo pode aplicar com responsabilidade recursos na saúde, que se deteriora silenciosamente como o ataque dos cupins. E para isso não precisa meter a mão no bolso do brasileiro que rala.
Quanto à agroindústria, já não são as saúvas as grandes vilãs. Pelo menos aqui, onde o bicho é de bom tamanho: bois piratas e pastos clandestinos, os males da Amazônia são.
...entre outros.
Quem quiser dizer não à CSS – A CPMF depois de uma cirurgia plástica e política - pode dar uma paradinha aqui: Sou contra a volta da CPMF.
sábado, 2 de agosto de 2008
Louras correm perigo
Elas estão por um fio, um fio de cabelo, segundo uma pesquisa feita por uma poderosa indústria alemã com 3 mil mulheres - de onde? Parece teoria da conspiração. Na verdade é uma guerra cosmética, de tintura pra cabelo que coloca as morenas no topo da lista. A pesquisa ouviu mulheres africanas? E as ruivas? E as caboclas da Amazônia, nossas uiaras dos igarapés em águas onde não habitam lorelais? * No estudo liderado pelo psicólogo social Thierry Meyer, da Universidade Paris-X Naterre, o desempenho intelectual dos homens cai quando eles são expostos a fotografias de mulheres louras.





