Belém, cidade encharcada até os ossos. Ronald Junqueiro
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
Poder é fábrica de merda. O problema maior é encontrar fornecedor de papel higiênico para limpar as cagadas feitas pelos 'donos' do poder.
Cena noturna. Feirantes da Pedreira. Ronald Junqueiro
O inverno chegou em Belém. Outro humor, outra iluminação. A cidade fica meio etérea sob as águas. Mas as chuvas mostram bueiros entupidos, alagam baixadas e expõem as mazelas urbanas. Poesia, só na fotografia. Ou na música. Escuto a Blue FM de Buenos Aires.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Zilda Arns, uma brasileira de verdade
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Não quero postar fotos. Deixo só o sentimento que espero ser traduzido no texto. Todo brasileiro deve andar triste com a morte de dona Zilda Arns, uma mulher que serve de exemplo para mulheres e homens que acreditam que fazer o bem não depende do PODER, mas de ter o dom de juntar forças, de acreditar no coletivo. Isso faz a diferença quanto ao amor ao próximo, que deve ser coletivo, dona Zilda Arns mostrou a que veio, fez a coisa certa: salvou vidas.
Que Ser iluminado, essa mulher!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Vozes imortais como a de Dalva de Oliveira mostram que temos muito mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a vã filosofia
Dalva, grande estrela da música
A minissérie que traz para os brasileiros a vida de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins foi uma bola dentro da TV Globo . Os dois vem embalados por um país getulista, mas que mostra o lado bom da alegria dessiliconizada. Entre tapas, beijos e traições, o Brasil parecia mais brasileiro e estrelado. Eu queria ter vivido este tempo. Vi a estréia e achei uma química duca entre os atores Adriana Esteves e Fábio Assunção.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Primeiro de janeiro de 2010. Deixo imagem que não é abstrata. Meu território. No mais é deixar a vida se realizar...
O céu de Belém do Pará, azul para o inverno. E o verde
fundamental a nos cobrir de sombra. Ronald Junqueiro
Escuto a rádio Europe 1, de Paris. J´aime. Bon soir. Merci.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Ano Novo tá pra chegar. Eu estou assim meio gripado, pode? Existe 1/2 vírus? Fiquei fora das festas, mas feliz, ouvindo rádio, numa boa
Noite de lua cheia na companhia das nuvens. Meu último
céu de 2009. Outras luas virão. Ronald Junqueiro
Feliz 2010!!!
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Para viciados em poesia, fingimentos e dores, para os que giram como girassóis e para os que se amam como pessoa e seus múltiplos
Meu desassossego adormece e acorda comigo. Ronald Junqueiro
Uma pessoa a transbordar pessoas, assim é Fernando, que se deságua em mares de poesia, que navega o mundo da palavra que em si apresenta-se como universo para todas as línguas e sentimentos. Em Pessoa me acorrento e me liberto. Em cada lugar de mim há um lugar que ele ocupa, na tristeza do cotidiano, no detalhe da alegria. Não lhe tenho a obra de cor e jamais queria tê-la. Vago em seus livros como errante girassol e não quero estradas em linha reta. Tenho saudade e assalto uma, duas ou mais páginas e por aí fico, rondando cada verso, rodando no mesmo eixo e assim deixo-me feliz como um demente demonstra ser, sem dar-se aos que estão em volta.
Desejo aos que por aqui passam 2010 de idas e vindas e de atalhos em cada caminho por onde passeie a felicidade em seus mil e um disfarces como o poeta que finge, mas sabe a dor e a alegria de ser o que é.
Abraços em todos,
Ronald
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"Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.
Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também".
Fernando Pessoa - Bernardo Soares
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Salve, salve a melhor jogadora de 2009!!! Ou simplesmente Marta Veira da Silva do Brasil
Mulher com a fibra de todos os homens
Notícia boa tem que ser colocada em todos os murais virtuais da rede. Como a eleição da brasileira Marta como a melhor jogadora do mundo, pela FIFA em 2009. Ela quebrou um recorde ao ser a primeira jogadora a vencer quatro vezes o prêmio - o brasileiro Ronaldo (1996, 1997 e 2002) e o francês Zidane (1998, 2000 e 2003), entre os homens, e a alemã Birgit Prinz (2003, 2004 e 2005), entre as mulheres, foram três vezes eleitos os melhores pela FIFA. Leia mais aqui.
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sábado, 12 de dezembro de 2009
Lula enche a boca de merda. Devia enchê-la de bunda. Os brasileiros ficariam muito mais feliz.
Que merda esta polêmica sobre o presidente Lula falar “merda” em seu discurso de merda sobre a merda em que vive o povo que nem sabemos, na verdade se vive (*) e andando, pois nem mesmo o Lula sabe o que diz.
Dependendo da ocasião, o presidente diz que o país vai bem, que a vida do pobre melhorou - coisa que nunca viu antes no Brasil - e assim passeia sobre a contradição sem saber que pé pisa no ouro e qual dos dois, esquerdo ou direito, pisa na jaca...quer dizer, na merda.
Mas veja o que é o toque de Midas ao tocar em partes do corpo que podem virar palavrão ou poesia. Lula devia ler Carlos Drummond de Andrade e ler para o povo que, com toda certeza, adoraria conhecer a bunda descrita pelo poeta e não a merda explícita disparada pelo presidente nos palanques brasileiros.
A bunda que engraçada
Carlos Drummond de Andrade
A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
rebunda.
Dependendo da ocasião, o presidente diz que o país vai bem, que a vida do pobre melhorou - coisa que nunca viu antes no Brasil - e assim passeia sobre a contradição sem saber que pé pisa no ouro e qual dos dois, esquerdo ou direito, pisa na jaca...quer dizer, na merda.
Mas veja o que é o toque de Midas ao tocar em partes do corpo que podem virar palavrão ou poesia. Lula devia ler Carlos Drummond de Andrade e ler para o povo que, com toda certeza, adoraria conhecer a bunda descrita pelo poeta e não a merda explícita disparada pelo presidente nos palanques brasileiros.
A bunda que engraçada
Carlos Drummond de Andrade
A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
rebunda.
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