sábado, 23 de janeiro de 2010

sábado, 16 de janeiro de 2010

Poder é fábrica de merda. O problema maior é encontrar fornecedor de papel higiênico para limpar as cagadas feitas pelos 'donos' do poder.


Cena noturna. Feirantes da Pedreira. Ronald Junqueiro


O inverno chegou em Belém. Outro humor, outra iluminação. A cidade fica meio etérea sob as águas. Mas as chuvas mostram bueiros entupidos, alagam baixadas e expõem as mazelas urbanas. Poesia, só na fotografia. Ou na música. Escuto a Blue FM de Buenos Aires.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Zilda Arns, uma brasileira de verdade


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Não quero postar fotos. Deixo só o sentimento que espero ser traduzido no texto. Todo brasileiro deve andar triste com a morte de dona Zilda Arns, uma mulher que serve de exemplo para mulheres e homens que acreditam que fazer o bem não depende do PODER, mas de ter o dom de juntar forças, de acreditar no coletivo. Isso faz a diferença quanto ao amor ao próximo, que deve ser coletivo, dona Zilda Arns mostrou a que veio, fez a coisa certa: salvou vidas.

Que Ser iluminado, essa mulher!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Vozes imortais como a de Dalva de Oliveira mostram que temos muito mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a vã filosofia


Dalva, grande estrela da música

A minissérie que traz para os brasileiros a vida de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins foi uma bola dentro da TV Globo . Os dois vem embalados por um país getulista, mas que mostra o lado bom da alegria dessiliconizada. Entre tapas, beijos e traições, o Brasil parecia mais brasileiro e estrelado. Eu queria ter vivido este tempo. Vi a estréia e achei uma química duca entre os atores Adriana Esteves e Fábio Assunção.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Primeiro de janeiro de 2010. Deixo imagem que não é abstrata. Meu território. No mais é deixar a vida se realizar...


O céu de Belém do Pará, azul para o inverno. E o verde
fundamental a nos cobrir de sombra. Ronald Junqueiro



Escuto a rádio Europe 1, de Paris. J´aime. Bon soir. Merci.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano Novo tá pra chegar. Eu estou assim meio gripado, pode? Existe 1/2 vírus? Fiquei fora das festas, mas feliz, ouvindo rádio, numa boa


Noite de lua cheia na companhia das nuvens. Meu último
céu de 2009. Outras luas virão. Ronald Junqueiro

Meu bairro, Pedreira do Samba e do Amor, está mais quiteto este ano. Normalmente é uma zona muito barulhenta, mas o 2009 está para dar adeus e nada de festa. Parei aqui em frente ao computador e passeei pelo mundo. As primeiras imagens que vi foram de Alexander Platz, em Berlin.

Feliz 2010!!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Para viciados em poesia, fingimentos e dores, para os que giram como girassóis e para os que se amam como pessoa e seus múltiplos


Meu desassossego adormece e acorda comigo. Ronald Junqueiro

Uma pessoa a transbordar pessoas, assim é Fernando, que se deságua em mares de poesia, que navega o mundo da palavra que em si apresenta-se como universo para todas as línguas e sentimentos. Em Pessoa me acorrento e me liberto. Em cada lugar de mim há um lugar que ele ocupa, na tristeza do cotidiano, no detalhe da alegria. Não lhe tenho a obra de cor e jamais queria tê-la. Vago em seus livros como errante girassol e não quero estradas em linha reta. Tenho saudade e assalto uma, duas ou mais páginas e por aí fico, rondando cada verso, rodando no mesmo eixo e assim deixo-me feliz como um demente demonstra ser, sem dar-se aos que estão em volta.

Desejo aos que por aqui passam 2010 de idas e vindas e de atalhos em cada caminho por onde passeie a felicidade em seus mil e um disfarces como o poeta que finge, mas sabe a dor e a alegria de ser o que é.

Abraços em todos,

Ronald

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"Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.


Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também".

Fernando Pessoa - Bernardo Soares



segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Salve, salve a melhor jogadora de 2009!!! Ou simplesmente Marta Veira da Silva do Brasil


Mulher com a  fibra de todos os homens
Notícia boa tem que ser colocada em todos os murais virtuais da rede. Como a eleição da brasileira Marta como a melhor jogadora do mundo, pela FIFA em 2009. Ela quebrou um recorde ao ser a primeira jogadora a vencer quatro vezes o prêmio - o brasileiro Ronaldo (1996, 1997 e 2002) e o francês Zidane (1998, 2000 e 2003), entre os homens, e a alemã Birgit Prinz (2003, 2004 e 2005), entre as mulheres, foram três vezes eleitos os melhores pela FIFA. Leia mais aqui.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Lula enche a boca de merda. Devia enchê-la de bunda. Os brasileiros ficariam muito mais feliz.


A foto eu tirei daqui
Que merda esta polêmica sobre o presidente Lula falar “merda” em seu discurso de merda sobre a merda em que vive o povo que nem sabemos, na verdade se vive (*) e andando, pois nem mesmo o Lula sabe o que diz.

Dependendo da ocasião, o presidente diz que o país vai bem, que a vida do pobre melhorou - coisa que nunca viu antes no Brasil - e assim passeia sobre a contradição sem saber que pé pisa no ouro e qual dos dois, esquerdo ou direito, pisa na jaca...quer dizer, na merda.

Mas veja o que é o toque de Midas ao tocar em partes do corpo que podem virar palavrão ou poesia. Lula devia ler Carlos Drummond de Andrade e ler para o povo que, com toda certeza, adoraria conhecer a bunda descrita pelo poeta e não a merda explícita disparada pelo presidente nos palanques brasileiros.


A bunda que engraçada


Carlos Drummond de Andrade

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda,
rebunda.