sábado, 13 de fevereiro de 2010

A magia da noite e o dia sem maquiagem. A nave da folia iluminada no carnaval perde o charme depois que a festa acaba. A vida segue.

Aldeia Cabana, Pedreira, sexta-feira, 12. Ronald Junqueiro

Aldeia Cabana, sábado, 13, a olho nu. Ronald Junqueiro

Aldeia Cabana, sábado, 13, desfile na chuva. Ronald Junqueiro


sábado, 23 de janeiro de 2010

sábado, 16 de janeiro de 2010

Poder é fábrica de merda. O problema maior é encontrar fornecedor de papel higiênico para limpar as cagadas feitas pelos 'donos' do poder.


Cena noturna. Feirantes da Pedreira. Ronald Junqueiro


O inverno chegou em Belém. Outro humor, outra iluminação. A cidade fica meio etérea sob as águas. Mas as chuvas mostram bueiros entupidos, alagam baixadas e expõem as mazelas urbanas. Poesia, só na fotografia. Ou na música. Escuto a Blue FM de Buenos Aires.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Zilda Arns, uma brasileira de verdade


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Não quero postar fotos. Deixo só o sentimento que espero ser traduzido no texto. Todo brasileiro deve andar triste com a morte de dona Zilda Arns, uma mulher que serve de exemplo para mulheres e homens que acreditam que fazer o bem não depende do PODER, mas de ter o dom de juntar forças, de acreditar no coletivo. Isso faz a diferença quanto ao amor ao próximo, que deve ser coletivo, dona Zilda Arns mostrou a que veio, fez a coisa certa: salvou vidas.

Que Ser iluminado, essa mulher!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Vozes imortais como a de Dalva de Oliveira mostram que temos muito mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a vã filosofia


Dalva, grande estrela da música

A minissérie que traz para os brasileiros a vida de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins foi uma bola dentro da TV Globo . Os dois vem embalados por um país getulista, mas que mostra o lado bom da alegria dessiliconizada. Entre tapas, beijos e traições, o Brasil parecia mais brasileiro e estrelado. Eu queria ter vivido este tempo. Vi a estréia e achei uma química duca entre os atores Adriana Esteves e Fábio Assunção.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Primeiro de janeiro de 2010. Deixo imagem que não é abstrata. Meu território. No mais é deixar a vida se realizar...


O céu de Belém do Pará, azul para o inverno. E o verde
fundamental a nos cobrir de sombra. Ronald Junqueiro



Escuto a rádio Europe 1, de Paris. J´aime. Bon soir. Merci.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano Novo tá pra chegar. Eu estou assim meio gripado, pode? Existe 1/2 vírus? Fiquei fora das festas, mas feliz, ouvindo rádio, numa boa


Noite de lua cheia na companhia das nuvens. Meu último
céu de 2009. Outras luas virão. Ronald Junqueiro

Meu bairro, Pedreira do Samba e do Amor, está mais quiteto este ano. Normalmente é uma zona muito barulhenta, mas o 2009 está para dar adeus e nada de festa. Parei aqui em frente ao computador e passeei pelo mundo. As primeiras imagens que vi foram de Alexander Platz, em Berlin.

Feliz 2010!!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Para viciados em poesia, fingimentos e dores, para os que giram como girassóis e para os que se amam como pessoa e seus múltiplos


Meu desassossego adormece e acorda comigo. Ronald Junqueiro

Uma pessoa a transbordar pessoas, assim é Fernando, que se deságua em mares de poesia, que navega o mundo da palavra que em si apresenta-se como universo para todas as línguas e sentimentos. Em Pessoa me acorrento e me liberto. Em cada lugar de mim há um lugar que ele ocupa, na tristeza do cotidiano, no detalhe da alegria. Não lhe tenho a obra de cor e jamais queria tê-la. Vago em seus livros como errante girassol e não quero estradas em linha reta. Tenho saudade e assalto uma, duas ou mais páginas e por aí fico, rondando cada verso, rodando no mesmo eixo e assim deixo-me feliz como um demente demonstra ser, sem dar-se aos que estão em volta.

Desejo aos que por aqui passam 2010 de idas e vindas e de atalhos em cada caminho por onde passeie a felicidade em seus mil e um disfarces como o poeta que finge, mas sabe a dor e a alegria de ser o que é.

Abraços em todos,

Ronald

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"Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.


Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também".

Fernando Pessoa - Bernardo Soares