quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Estradas da última fronteira é uma exposição que abre novas frentes para vermos a Amazônia numa viagem de quase trinta anos sob a lente de um fotógrafo que foi até onde muitos não foram

Os índios, povos da mata de um admirável mundo novo? Paulo Santos
Água e verde mata, botos reais que inspiram as lendas ouvidas de nossos antepassados e reproduzidas por todas as gerações, o homem da beira do rio, o índio e sua luta pelas reservas ou pelo que lhe foi reservado na floresta, os conflitos, a violência costurando a ocupação, o homem buscando o ouro num garimpo cheio de sonhos e pesadelos, a exuberância cantada em verso e prosa, o encantamento, as grandes indústrias rasgando as veias das riquezas minerais. A devastação. Isso é apenas o resumo de um quadro de extremas contradições na região amazônica, fotografada por Paulo Santos, o roteiro da exposição que abre nesta quinta-feira, 5 de agosto, no Museu Histórico do Estado do Pará.

Paulo Santos, repórter fotográfico dos mais experientes,  reuniu 140 fotografias, que representam a ideia de mostrar a Amazônia em três momentos, que brevemente serão transformados numa coleção de três livros:

“Povos da mata”, no qual busca retratar as áreas remotas da Amazônia, com sua natureza densa, rica, seus acidentes geográficos e seus tipos humanos.

“Estradas da última fronteira”, mostrando o conflituoso processo ainda em curso de ocupação da Amazônia.

“O grande projeto”, um recorte do modelo de desenvolvimento planejado para a Amazônia pelo regime militar a partir da década de 1970, no qual Paulo Santos documenta as grandes obras de infraestrutura, os programas de ocupação humana e os megraprojetos de indução do desenvolvimento, como a abertura da Transamazônica, os planos de colonização.

Paulo Santos lança um olhar nativo no que há de belo e no que há de violento, sem o ranço dos olhares exóticos ou estrangeiros.

Serviço:


Local: Palácio Lauro Sodré – Museu Histórico do Estado do Pará-MHEP – Galeria Antônio Parreiras
Quando: Abertura – 5 /08 /2010 – 19 h.
Visitação Pública: De 06/08/2010 até 24.09/
Endereço: Praça Dom Pedro II s/n – Cidade Velha – Pará-Brasil.

sábado, 17 de julho de 2010

Benjamin nas ruas de Berlin. Eu nas ruas de Belém. Incrível como o autor provoca nossas lembranças. Pode pintar alguma tristeza com o passar do tempo...

Walter Benjamin e eu, uma colagem. Ronald Junqueiro

No ano passado, mais ou menos por setembro, senti saudade de Walter Benjamin. Saudade é isso. Quisera eu tê-lo conhecido. Tempo e história não me permitiram esse encontro. Fiz essa colagem e me senti bem. Descobri a melancolia do olhar que, sem querer, me levou para o meu universo particular. Ou uma cópia desse universo que colo aqui.

O livro ‘Rua de sentido único e Infância em Berlim por volta de 1900’ foi lançado em 1992, pela editora Relógio d´Água”, de Lisboa, e é apresentado por Susan Sontag.

Quero dizer que não cabem mais resenhas. O livro de Benjamin é uma obra definitiva.

Walter Benjamin é um provocador. Instiga, induz sem piedade. Quer provar? Quem teve um jardim ou passeou por algum jardim mágico, na infância, há de reviver suas memórias lendo este trecho do feiticeiro Walter Benjamin:

"Havia no nosso jardim um pavilhão abandonado e carcomido. Adorava-o pelas suas janelas coloridas. Transformava-me quando, no interior, passava a mão pelas vidraças; adquiria a cor da paisagem que, ora ainda frondosa, se apresentava na minha janela”.

Na minha infância, os cheiros eram mais fortes, o olfato era o sentido mais solicitado. Lembro do taperebazeiro e o tapete de taperebás do quintal de uma tia-avó que morava três quadras da minha casa. Minha aurora querida.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Não importa nada a não ser torcer pelo Brasil, apesar de Dunga. E contra a minha insatisfação ou para acalmar os nervos leio e recito "Pátria", do Poetinha.

Na Doca, bandeiras atraem os corações brasileiros. Ronald Junqueiro


Pátria minha

Vinícius de Moraes

A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.

Se me perguntarem o que é a minha pátria, direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.

Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias, pátria minha
Tão pobrinha!

Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação e o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!

Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.

Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!

Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.

Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamen
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que serás também"
E repito!

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade me vem de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.

Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.

Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
"Pátria minha, saudades de quem te ama…
Vinicius de Moraes."



terça-feira, 22 de junho de 2010

...É que Narciso acha feio o que não é espelho ou poço ou lâmina d´água ou o tampo na mesa polida...

... ou o que pode sugerir seu reflexo. Ronald Junqueiro

Narciso


José Régio (in “Biografia”)

Dentro de mim me quis eu ver. Tremia,
Dobrado em dois sobre o meu próprio poço...
Ah, que terrível face e que arcabouço
Este meu corpo lânguido escondia!

Ó boca tumular, cerrada e fria,
Cujo silêncio esfíngico bem ouço!
Ó lindos olhos sôfregos, de moço,
Numa fronte a suar melancolia:

Assim me desejei nestas imagens.
Meus poemas requintados e selvagens,
O meu Desejo os sulca de vermelho:

Que eu vivo à espera dessa noite estranha,
Noite de amor em que me goze e tenha,
...Lá no fundo do poço em que me espelho!


José Régio, pseudônimo literário de José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde em 1901. Licenciado em Letras em Coimbra, ensinou durante mais de 30 anos no Liceu de Portalegre. Foi um dos fundadores da revista "Presença", e o seu principal animador. Romancista, dramaturgo, ensaísta e crítico, foi, no entanto, como poeta. que primeiramente se impôs e a mais larga audiência depois atingiu. Com o livro de estréia — "Poemas de Deus e do Diabo" (1925) — apresentou quase todo o elenco dos temas que viria a desenvolver nas obras posteriores: os conflitos entre Deus e o Homem, o espírito e a carne, o indivíduo e a sociedade, a consciência da frustração de todo o amor humano, o orgulhoso recurso à solidão, a problemática da sinceridade e do logro perante os outros e perante a si mesmos.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tarde clara. Calor demais. Nas ruas, a alegria do verde-amarelo se enrosca aos fios da rede elétrica. Coração brasileiro pulsando pelo hexa. hexa! hexa! hexa!


O verde-amarelo é a cor do coração brasileiro. Ronald Junqueiro

Minha rua não é minha e nem posso ladrilhá-la com pedrinhas de brilhante. Porque a rua é dos outros, é de todos e sobre a rua o vento sopra outros desejos, balança fitinhas verde-amarelas, bandeirinhas, balões e pulsa com a mesma batida do sonho pela hexa. Na verdade, nem que a rua fosse minha mandava ladrilhá-la com pedrinhas margeada por pedras de liós. O asfalto faz o contraponto da realidade. Melhor assim. Devo cuidar apenas de recapear a rua ou recuperar o asfalto. No mais, que a rua seja sempre idas e vindas e que esteja aberta para quem quiser passar.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O tempo ficou maluco. Há dias que são como o auge do inverno e outros que nos torram de calor. Enquanto isso...

Olhar sem horizonte. O céu perde a cor. Ronald Junqueiro
E tomar banho de sol, banho de sol...Ronald Junqueiro

Gatas do subúrbio esparramam-se no telhado da casa e aproveitam o domingo generoso para ganhar o bronzeado da semana. Não são garotas de Ipanema...são as morenas da Pedreira. Vale tudo pra ser feliz.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

O céu de Santa Maria de Belém do Grão Pará guarda a beleza e mistérios das terras de clima quente-úmido. É um postal inigualável.

Pano de fundo cinza. Belém parece maquete. Ronald Junqueiro
Reino das nuvens em terra quente-úmida. Ronald Junqueiro
E o anoitecer? Total magia do tempo. Ronald Junqueiro


Dedico o céu de Belém para a amiga Ana Luiza, pessoa apaixonada por esta cidade que dela não esquece.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Futuro negro para a Amazônia. O planeta vai sofrer as consequências dessa catástrofe ambiental, crônica de uma morte anunciada.

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Até 2050, as queimadas, a combinaçção do desmatamento e emissão de gases causadores do efeito estufa pode reduzir a Amazônia  a 50% de seu tamanho original. É o que indica o estudo feito pelo pesquisador Gilvan Sampaio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Em março deste ano, a Amazônia perdeu 76 km2 de floresta. Os dados são do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Esse índice representa aumento de 35% em relação a março do ano passado. O estado do Pará aparece como o principal destruidor da floresta, com 45% das áreas devastadas.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Quem não tem ficha limpa deve ficar fora das eleições. Os brasileiros podem mudar o jogo, sim. O povo reprova candidatos criminosos.

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A Câmara dos Deputados acaba de aprovar, em votação simbólica, requerimento assinado por todos os líderes partidários para votação em regime de urgência do Projeto de Lei que institui a chamada ficha limpa para pessoas se candidatarem a cargos eletivos.


O mérito do projeto deverá ser votado amanhã pelo plenário da Câmara. A proposta é de iniciativa popular e foi apresentada à Câmara com mais de 1,6 milhão de assinaturas.(Correio Braziliense)

Não há detergente para limpar ficha de candidato sujo. Devemos barrar caras-de-pau que querem se manter no poder na marra.

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Vamos marcar quem não tem ficha limpa. Peguei no Correio Braziliense notícia sobre como é em alguns países o "NÃO" ao candidato ficha suja. Taí o circuito:

Estados Unidos

Em alguns estados são consideradas inelegíveis pessoas condenadas por crimes graves, como homicídio e tráfico de drogas. As diversas legislações estaduais também dão ênfase à prática de suborno ou crime de perjúrio, utilização de dinheiro para influenciar as eleições, corrupção passiva, peculato, malversação, políticos que tenham sofrido impeachment, etc.

Alemanha
Uma condenação judicial desqualifica uma pessoa para votar e ser votada.

Espanha
Estabelece que são inelegíveis os que foram condenados por sentença, ainda que não haja trânsito em julgado, por atos como terrorismo, rebelião ou crimes contra as instituições do Estado.

Uruguai
A cidadania se suspende quando alguém é processado em causa criminal que possa resultar em cumprimento de pena em prisão. Para disputar os cargos de deputado e senador é necessário possuir cidadania natural em exercício.

Luxemburgo
A condenação criminal é uma das hipóteses de inelegibilidade.

Austrália
São inelegíveis aos cargos de senador e de deputado federal, entre outros, aqueles condenados a mais de um ano de prisão, independentemente do tipo de crime cometido.

Bélgica
São inelegíveis aqueles que tiverem suspensos os direitos de exercício do voto em função de alguma condenação.

Holanda
É impedido de votar e ser votado aquele que tenha cometido crime cuja pena seja superior a um ano.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

(2)...Se sabe que muda o tempo, se sabe que o tempo vira, ah! o tempo virou. O tempo era de tarde clara depois do meio da tarde em Belém.

Doca no contra-luz da sexta-feira, 16:27h. Ronald Junqueiro
A tarde de hoje revela o que ontem era cinza. Ronald Junqueiro
O azul nublado nas variações da luz da tarde. Ronald Junqueiro
Da sacada vejo as casas se amontoarem. Ronald Junqueiro


quinta-feira, 22 de abril de 2010

...Se sabe que muda o tempo, se sabe que o tempo vira, ah! o tempo virou. E o tempo mudou em Belém, depois do meio da tarde.

Doca no contra-luz de um céu ao final das 4. Ronald Junqueiro
Quinze minutos depois das 5. Cidade cinzenta. Ronald Junqueiro
O tom fantasmagórico embaça o azul ao longe. Ronald Junqueiro
Da sacada vejo a cidade ligando seus bicos de luz. Ronald Junqueiro

O tempo que me atrai para fora e que se expõe sem pudor revira minhas estações que alternam lembranças de invernos aconchegantemente quentes, com a termia dos corpos e o fogo das paixões. Olho a cidade sob a lente das chuvas e ao longe há silhuetas de prédios que lembram cenários ilusórios, estruturas fantasmas, eretas, misteriosas como os amores que escondem no ventre dos apartamentos. Amores conhecidos e amores clandestinos que tudo no amor é permitido. E a umidade nos consome como úmido é o desejo que exala em cada roçar das almas, que transborda pelos poros, anima a pele e hidrata os pelos. O verão está a caminho. E vai me revelar outras luzes.

Na cidade, agora, a tempertura é 25°C, a umidade é 88% e a visibilidade é boa.

Amanhã é outro dia. Não quero ler a previsão. Deixarei com as Parcas e com a Horas que elas teçam meu destino e meu tempo com o melhor nó das tramas das fiandeiras.

sábado, 17 de abril de 2010

Abre os olhos, mostra o riso, quero, careço, preciso de ver você se alegrar. Eu não estou indo embora, tou só preparando a hora de voltar, de voltar.

Um Dia

(Caetano Veloso)

Como um dia numa festa
Realçavas a manhã
Luz de sol, janela aberta
Festa e verde o teu olhar

Pé de avenca na janela
Brisa verde, verdejar
Vê se alegra tudo agora
Vê se pára de chorar

Abre os olhos, mostra o riso
Quero, careço, preciso
De ver você se alegrar
Eu não estou indo-me embora
Tou só preparando a hora
De voltar

No rastro do meu caminho
No brilho longo dos trilhos
Na correnteza do rio
Vou voltando pra você

Na resistência do tempo
No tempo que vou e espero
No braço, no pensamento
Vou voltando pra você

No Raso da Catarina
Nas águas de Amaralina
Na calma da calmaria
Longe do mar da Bahia,
Limite da minha vida,
Vou voltando pra você

Vou voltando como um dia
Realçavas a manhã
Entre avencas verde-brisa
Tu de novo sorrirás

E eu te direi que um dia
As estrelas voltarão
Voltarão trazendo todos
Para a festa do lugar

Abre os olhos, mostra o riso
Quero, careço, preciso
De ver você se alegrar
Eu não estou indo embora
Tou só preparando a hora
De voltar
De voltar

terça-feira, 6 de abril de 2010

Nosso planeta, tão sofrido, continuará assim por séculos a fio. E pena com mínimas coisas, como o papel da bala que jogamos na calçada.

Habitamos um mundo de plástico, a outra vida. Ronald Junqueiro

Boa leitura para quem for ao site da revista Página 22. Lá, uma notícia publicada no dia 24 de março, provoca uma boa coceira nas idéias e nas consciências: o plástico de cada dia é uma praga que vai atormentar gerações por muitos e muitos séculos.

Parece os vampiros criados por Anne Rice. Devem vagar pela terra por mais ou menos 500 anos. Os vampiros se suicidam por sofrerem de um tédio abissal. No caso plástico, a crise existencial é, também, outra ficção. No site tem um filme bacana de Ramin Bahrani. O personagem é materializado na voz de Werner Herzog.

Curtam o curta!



quinta-feira, 1 de abril de 2010

As 10 mais da Bossa Nova + 1. Play list publicada em setembro de 2008. E ainda é muito acessada. Abro o arquivo. Abençoada culpa da Tintin...

Colagem a partir de várias publicações. Ronald Junqueiro

As dez mais e mais uma sem voto de minerva. A lista não tem nada a ver com a Billboard. Muito menos com o baixo nível dos candidatos à eleição municipal. Os amigos daqui, desta banda larga, citaram as três músicas da Bossa Nova que mais gostavam (e reclamaram muito por terem de indicar apenas três músicas!)

Acho que foi um momento bom de revisitação. São 50 anos. O mundo é mais velho. Segue a lista das 10 + 1 do Imarginálico e, claro, muita coisa ficou longe da lista e outras nem foram citadas. Valeu!

+ Chega de saudade (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
+ Desafinado (Tom Jobim e Newton Mendonça)
+ Eu sei que vou te amar (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
+ Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
+ Wave (Tom Jobim)
+ Só tinha que ser com você (Tom Jobim e Alysio de Oliveira)
+ Insensatez (Tom Jobim)
+ Se todos fossem iguais a você (Tom e Vinícius)
+ O barquinho (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli)
+ Samba do avião (Tom Jobim)
+ Corcovado (Tom Jobim)

O grande Antônio Carlos Brasileiro Jobim é a grande referência da Bossa nova, ele seus parceiros. A voz do povo é a voz de Deus. Excessão: unanimidade inteligente. Mas não podemos esquecer outros geniais compositores que não entraram nessa brincadeira de roda como João Donato, Francis Hime, Baden Powell, Carlos Lyra, Billy Blanco, Johnny Alf, Sérgio Ricardo, Marcos e Paulo Sérgio Valle, Chico Feitosa, Geraldo Vandré, Luiz Bonfá e toda uma geração que veio depois de Tom.

Se a lista fosse minha, eu acrescentaria mais 10:

+ A Rã (João Donato e Caetano Veloso)
+ Chora tua tristeza (Oscar Castro Neves e Luverci Fiorini)
+ Chovendo na roseira (Tom Jobim)
 Dindi (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira)
+ Estrada do Sol (Tom Jobim e Dolores Duran)
+ Eu e a brisa (Johnny Alf)
+ Gente (Marcos e Paulo Sérgio Valle)
+ Influência do jazz (Carlos Lyra)
+ O Pato (Neuza Teixeira e Jayme Silva)
+ Você (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli)

+++++

Mail de Tintin...e a play list se mantém atual.

Ola Ronald!!!
Eu achei sua play list sobre a Bossa Nova pelo site do Terra. Nao me pergunte como, foi Google total (o que e' otimo, nao e'?! eheh Significa que vc esta' tendo MUITAS visitas..eheh)
Voltei para te dizer de onde veio a fonte, pois sei como os meios que chegam aos nossos blogs sao importantes para nós comunicadores.
Eu sou estudante de jornalismo e agora estou morando na Argentina. Estava procurando sobre Bossa pq quero mostrar aos meus amigos a musica brasileira e daqui uns dias vou escrever sobre a falta que elas nos fazem, quando estamos fora do pais!!
Mas ja estudei na UFMG sobre musica tb e Bossa sempre me encantou!

Muito sucesso e sorte!
Cintia Gontijo (ou so' Tintin)
ps.: ah, eu sou de Bh!!! eheh Bjo