sexta-feira, 7 de maio de 2010

O céu de Santa Maria de Belém do Grão Pará guarda a beleza e mistérios das terras de clima quente-úmido. É um postal inigualável.

Pano de fundo cinza. Belém parece maquete. Ronald Junqueiro
Reino das nuvens em terra quente-úmida. Ronald Junqueiro
E o anoitecer? Total magia do tempo. Ronald Junqueiro


Dedico o céu de Belém para a amiga Ana Luiza, pessoa apaixonada por esta cidade que dela não esquece.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Futuro negro para a Amazônia. O planeta vai sofrer as consequências dessa catástrofe ambiental, crônica de uma morte anunciada.

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Até 2050, as queimadas, a combinaçção do desmatamento e emissão de gases causadores do efeito estufa pode reduzir a Amazônia  a 50% de seu tamanho original. É o que indica o estudo feito pelo pesquisador Gilvan Sampaio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Em março deste ano, a Amazônia perdeu 76 km2 de floresta. Os dados são do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Esse índice representa aumento de 35% em relação a março do ano passado. O estado do Pará aparece como o principal destruidor da floresta, com 45% das áreas devastadas.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Quem não tem ficha limpa deve ficar fora das eleições. Os brasileiros podem mudar o jogo, sim. O povo reprova candidatos criminosos.

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A Câmara dos Deputados acaba de aprovar, em votação simbólica, requerimento assinado por todos os líderes partidários para votação em regime de urgência do Projeto de Lei que institui a chamada ficha limpa para pessoas se candidatarem a cargos eletivos.


O mérito do projeto deverá ser votado amanhã pelo plenário da Câmara. A proposta é de iniciativa popular e foi apresentada à Câmara com mais de 1,6 milhão de assinaturas.(Correio Braziliense)

Não há detergente para limpar ficha de candidato sujo. Devemos barrar caras-de-pau que querem se manter no poder na marra.

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Vamos marcar quem não tem ficha limpa. Peguei no Correio Braziliense notícia sobre como é em alguns países o "NÃO" ao candidato ficha suja. Taí o circuito:

Estados Unidos

Em alguns estados são consideradas inelegíveis pessoas condenadas por crimes graves, como homicídio e tráfico de drogas. As diversas legislações estaduais também dão ênfase à prática de suborno ou crime de perjúrio, utilização de dinheiro para influenciar as eleições, corrupção passiva, peculato, malversação, políticos que tenham sofrido impeachment, etc.

Alemanha
Uma condenação judicial desqualifica uma pessoa para votar e ser votada.

Espanha
Estabelece que são inelegíveis os que foram condenados por sentença, ainda que não haja trânsito em julgado, por atos como terrorismo, rebelião ou crimes contra as instituições do Estado.

Uruguai
A cidadania se suspende quando alguém é processado em causa criminal que possa resultar em cumprimento de pena em prisão. Para disputar os cargos de deputado e senador é necessário possuir cidadania natural em exercício.

Luxemburgo
A condenação criminal é uma das hipóteses de inelegibilidade.

Austrália
São inelegíveis aos cargos de senador e de deputado federal, entre outros, aqueles condenados a mais de um ano de prisão, independentemente do tipo de crime cometido.

Bélgica
São inelegíveis aqueles que tiverem suspensos os direitos de exercício do voto em função de alguma condenação.

Holanda
É impedido de votar e ser votado aquele que tenha cometido crime cuja pena seja superior a um ano.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

(2)...Se sabe que muda o tempo, se sabe que o tempo vira, ah! o tempo virou. O tempo era de tarde clara depois do meio da tarde em Belém.

Doca no contra-luz da sexta-feira, 16:27h. Ronald Junqueiro
A tarde de hoje revela o que ontem era cinza. Ronald Junqueiro
O azul nublado nas variações da luz da tarde. Ronald Junqueiro
Da sacada vejo as casas se amontoarem. Ronald Junqueiro


quinta-feira, 22 de abril de 2010

...Se sabe que muda o tempo, se sabe que o tempo vira, ah! o tempo virou. E o tempo mudou em Belém, depois do meio da tarde.

Doca no contra-luz de um céu ao final das 4. Ronald Junqueiro
Quinze minutos depois das 5. Cidade cinzenta. Ronald Junqueiro
O tom fantasmagórico embaça o azul ao longe. Ronald Junqueiro
Da sacada vejo a cidade ligando seus bicos de luz. Ronald Junqueiro

O tempo que me atrai para fora e que se expõe sem pudor revira minhas estações que alternam lembranças de invernos aconchegantemente quentes, com a termia dos corpos e o fogo das paixões. Olho a cidade sob a lente das chuvas e ao longe há silhuetas de prédios que lembram cenários ilusórios, estruturas fantasmas, eretas, misteriosas como os amores que escondem no ventre dos apartamentos. Amores conhecidos e amores clandestinos que tudo no amor é permitido. E a umidade nos consome como úmido é o desejo que exala em cada roçar das almas, que transborda pelos poros, anima a pele e hidrata os pelos. O verão está a caminho. E vai me revelar outras luzes.

Na cidade, agora, a tempertura é 25°C, a umidade é 88% e a visibilidade é boa.

Amanhã é outro dia. Não quero ler a previsão. Deixarei com as Parcas e com a Horas que elas teçam meu destino e meu tempo com o melhor nó das tramas das fiandeiras.

sábado, 17 de abril de 2010

Abre os olhos, mostra o riso, quero, careço, preciso de ver você se alegrar. Eu não estou indo embora, tou só preparando a hora de voltar, de voltar.

Um Dia

(Caetano Veloso)

Como um dia numa festa
Realçavas a manhã
Luz de sol, janela aberta
Festa e verde o teu olhar

Pé de avenca na janela
Brisa verde, verdejar
Vê se alegra tudo agora
Vê se pára de chorar

Abre os olhos, mostra o riso
Quero, careço, preciso
De ver você se alegrar
Eu não estou indo-me embora
Tou só preparando a hora
De voltar

No rastro do meu caminho
No brilho longo dos trilhos
Na correnteza do rio
Vou voltando pra você

Na resistência do tempo
No tempo que vou e espero
No braço, no pensamento
Vou voltando pra você

No Raso da Catarina
Nas águas de Amaralina
Na calma da calmaria
Longe do mar da Bahia,
Limite da minha vida,
Vou voltando pra você

Vou voltando como um dia
Realçavas a manhã
Entre avencas verde-brisa
Tu de novo sorrirás

E eu te direi que um dia
As estrelas voltarão
Voltarão trazendo todos
Para a festa do lugar

Abre os olhos, mostra o riso
Quero, careço, preciso
De ver você se alegrar
Eu não estou indo embora
Tou só preparando a hora
De voltar
De voltar

terça-feira, 6 de abril de 2010

Nosso planeta, tão sofrido, continuará assim por séculos a fio. E pena com mínimas coisas, como o papel da bala que jogamos na calçada.

Habitamos um mundo de plástico, a outra vida. Ronald Junqueiro

Boa leitura para quem for ao site da revista Página 22. Lá, uma notícia publicada no dia 24 de março, provoca uma boa coceira nas idéias e nas consciências: o plástico de cada dia é uma praga que vai atormentar gerações por muitos e muitos séculos.

Parece os vampiros criados por Anne Rice. Devem vagar pela terra por mais ou menos 500 anos. Os vampiros se suicidam por sofrerem de um tédio abissal. No caso plástico, a crise existencial é, também, outra ficção. No site tem um filme bacana de Ramin Bahrani. O personagem é materializado na voz de Werner Herzog.

Curtam o curta!



quinta-feira, 1 de abril de 2010

As 10 mais da Bossa Nova + 1. Play list publicada em setembro de 2008. E ainda é muito acessada. Abro o arquivo. Abençoada culpa da Tintin...

Colagem a partir de várias publicações. Ronald Junqueiro

As dez mais e mais uma sem voto de minerva. A lista não tem nada a ver com a Billboard. Muito menos com o baixo nível dos candidatos à eleição municipal. Os amigos daqui, desta banda larga, citaram as três músicas da Bossa Nova que mais gostavam (e reclamaram muito por terem de indicar apenas três músicas!)

Acho que foi um momento bom de revisitação. São 50 anos. O mundo é mais velho. Segue a lista das 10 + 1 do Imarginálico e, claro, muita coisa ficou longe da lista e outras nem foram citadas. Valeu!

+ Chega de saudade (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
+ Desafinado (Tom Jobim e Newton Mendonça)
+ Eu sei que vou te amar (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
+ Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
+ Wave (Tom Jobim)
+ Só tinha que ser com você (Tom Jobim e Alysio de Oliveira)
+ Insensatez (Tom Jobim)
+ Se todos fossem iguais a você (Tom e Vinícius)
+ O barquinho (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli)
+ Samba do avião (Tom Jobim)
+ Corcovado (Tom Jobim)

O grande Antônio Carlos Brasileiro Jobim é a grande referência da Bossa nova, ele seus parceiros. A voz do povo é a voz de Deus. Excessão: unanimidade inteligente. Mas não podemos esquecer outros geniais compositores que não entraram nessa brincadeira de roda como João Donato, Francis Hime, Baden Powell, Carlos Lyra, Billy Blanco, Johnny Alf, Sérgio Ricardo, Marcos e Paulo Sérgio Valle, Chico Feitosa, Geraldo Vandré, Luiz Bonfá e toda uma geração que veio depois de Tom.

Se a lista fosse minha, eu acrescentaria mais 10:

+ A Rã (João Donato e Caetano Veloso)
+ Chora tua tristeza (Oscar Castro Neves e Luverci Fiorini)
+ Chovendo na roseira (Tom Jobim)
 Dindi (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira)
+ Estrada do Sol (Tom Jobim e Dolores Duran)
+ Eu e a brisa (Johnny Alf)
+ Gente (Marcos e Paulo Sérgio Valle)
+ Influência do jazz (Carlos Lyra)
+ O Pato (Neuza Teixeira e Jayme Silva)
+ Você (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli)

+++++

Mail de Tintin...e a play list se mantém atual.

Ola Ronald!!!
Eu achei sua play list sobre a Bossa Nova pelo site do Terra. Nao me pergunte como, foi Google total (o que e' otimo, nao e'?! eheh Significa que vc esta' tendo MUITAS visitas..eheh)
Voltei para te dizer de onde veio a fonte, pois sei como os meios que chegam aos nossos blogs sao importantes para nós comunicadores.
Eu sou estudante de jornalismo e agora estou morando na Argentina. Estava procurando sobre Bossa pq quero mostrar aos meus amigos a musica brasileira e daqui uns dias vou escrever sobre a falta que elas nos fazem, quando estamos fora do pais!!
Mas ja estudei na UFMG sobre musica tb e Bossa sempre me encantou!

Muito sucesso e sorte!
Cintia Gontijo (ou so' Tintin)
ps.: ah, eu sou de Bh!!! eheh Bjo

segunda-feira, 22 de março de 2010

Todos nós temos alma de Walt Whitman. Estamos vagando sem saber quando daremos o último passo. Espalhamos partículas de nós pelo caminho.

31 de maio de 1819 / 26 de março de 1892

Poetas de amanhã
Walt Whitman
(fragmento)

Eu sou um homem que, vagando
A esmo, sem de todo parar,
Casualmente passa a vista por vocês
E logo desvia o rosto,
Deixando assim por conta de vocês
Conceituá-lo e aprová-lo,
A esperar de vocês
As coisas mais importantes.


quarta-feira, 10 de março de 2010

O que foi ontem é o que foi. Um ponto final e uma passagem. Como a lua do dia 21 de fevereiro sobre a cidade, clara e nua. Ninfa.

Noite assombrada e iluminada por vestígios. Ronald Junqueiro

A lua e a metamorfose. Ela seguindo seu destino, em fases. À meia noite do 21 de abril, serenamente desnudava-se nova para entrar no quarto crecente. Deixava-se assim, mas sem desleixo, flutuando sobre Belém. Logo estaria cheia, plena de si, cheia de prosa e poesia. Muitos de nós em nossas janelas, sem sabermos do outro noctívago, fomos testemunhas dessa transformação, insones bichos da noite, pétreos adoradores de um instante não compartilhado, desfrutando de uma lunar emoção que a ninguém pertence a soprar o coração em nossa metamorfose nem sempre perceptível a olho nu. Graças àquela lua, minha tristeza era nada mais que uma pálida luz minguante.

sábado, 6 de março de 2010

Retrato do Brasil. Em Belém ou em outro qualquer lugar, calçadas, praças e canteiros parecem o chão de estrelas para o sono solto.

Aqui, agora, em todos os tempos e lugares. Ronald Junqueiro

Sinal vermelho, uma parada na esquina, nosso dia de cada dia. O homem dorme indiferente a quem passa, ao barulho dos carros sob a mangueira da avenida. Uma esquina de cidade grande que guarda resquícios da vida meio parada do interior. Em frente à farmácia, motoboys esperam a chamada para levar pacotes delivery. Belém está quente, nem parece inverno. Atenção! Tudo é perigoso, tudo é divino maravilhoso. É preciso estar atento e forte. Não temos tempo de temer a morte.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Vou colecionar mais um soneto, outro retrato em branco e preto, como na música de Chico e Tom Jobim. Assim são nossas noites de inverno.

Belém Sin City em noite de inverno. Ronald Junqueiro

Cenários da ficção e da vida real. Belém bem poderia transformar-se na imaginária Sin City ao cair da noite, no banho morno da chuva que cai ao lado da linha do Equador. Belém, cidade do Grão Pará e dos pecados de uma nova HQ habitada por personagens criados por Frank Miller. Basin_Belém. Sin Belém.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Um recorte da noite em baixíssima velocidade. Sugestão de formas e movimentos. Coisas paradas, como na vida, no meio fio. Um convite.



Jogo de luz e sombra no meio fio. Ronald Junqueiro

As coisas não precisam ser concretamente coisas. Nossa vida pode parecer a abstração de momentos íntimos. Nosso modo de ver deve exercitar essas nuances em todos os seus movimentos e possibilidades. A luz, a sombra, a imagem, a mancha. A imaginação sequestra lápis e pincéis, espátulas, mistura cores em óleo, agua a aquarela e nem se incomoda com os contornos no final da tela. E a razão a ela se rende e goza com a precisão da imprecisão, da ilusão da reta, da embriaguês dos pontos, dos pontilhados, da ponte, passagens para as ilhas, nós, nossos territórios. Depois disso, sirvo-me a taça de vinho seco. (Ronald Junqueiro)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A magia da noite e o dia sem maquiagem. A nave da folia iluminada no carnaval perde o charme depois que a festa acaba. A vida segue.

Aldeia Cabana, Pedreira, sexta-feira, 12. Ronald Junqueiro

Aldeia Cabana, sábado, 13, a olho nu. Ronald Junqueiro

Aldeia Cabana, sábado, 13, desfile na chuva. Ronald Junqueiro