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domingo, 27 de setembro de 2009

Santa Maria com Menino Jesus na beira da rua

A santa ao relento olha o movimento da rodovia. Ronald Junqueiro

Na BR 010. Aí fica Santa Maria do Pará. No passa passa pela rodovia é mais uma cidade de beira de estrada. De um lado e do outro, casas pobres, arquitetura pobre e tudo mais parece um set cinematográfico ou de novelas. Idas e vinda pela Belém-Brasília, mostram essa realidade, numa via de alto trânsito de carretas, contrapondo-se às fazendas que dominam a paisagem. E muita devastação.

Uma parada. Pela janela do carro, faço o registro no contra-luz. Uma estátua de Santa Maria com o Menino Jesus. Poderia estar na praça, numa rotatória ou num nicho especial. Que nada! Santa Maria é santa pé no chão. Fica espremida em frente a uma casa e o meio-fio, fincada numa calçada que nem merece o nome de calçada. É a cara do Brasil.


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

África em nós até 30 de setembro

A campanha fotográfica África em Nós continua à espera de inscrições que agora podem ser feitas até o dia 30 de Setembro. Criada pela Secretaria de Estado da cultura de São Paulo, a campanha visa mostrar através da fotografia a presença e a herança africana no dia a dia.

O tema é a própria África, o continente mãe. Como perceber os sinais africanos? Quais os sinais perceptíveis em nossa cultura? Cada participante deve realizar sua foto mostrando como vê e sente esta África que existe perto de nós.


Leia o regulamento e participe.

Fotógrafos amadores ou não podem participar da campanha, que tem como curador responsável o fotógrafo Walter Firmo. A campanha é organizada pela Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias.

As 100 melhores fotografias serão publicadas num book especial com lançamento previsto na semana de consciência negra.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Cena brasiliense: a santa sesta sobre a grama

Dolce far niente nos gramados de Brasília. Ronald Junqueiro
Viagens rápidas, a trabalho, podem ter registros do cotidiano das cidades por onde você passa., apesar das inevitáveis reuniões ou outros compromissos agendados. No meio do dia, do décimo andar do Hotel Alvorada, do lado que dá para a Esplanada dos Ministérios (o lado par do corredor do hotel, setor sul), olho para o gramado logo abaixo, e lá estão eles, trabalhadores do Brasil, na santa sesta após o almoço, sem usar as baixelas do Planalto. Não estão nem aí para as camadas do pré-sal e seus lençóis cobrindo a gana do poder presidencial que quer preparar o leito para dona Dilma.

Nessa gestão de cama, mesa e banho do Partido dos Trabalhadores e quejandos, que a grama sirva para uma pausa e justo descanso do trabalhador que sua de verdade, numa Brasília calorenta desde o final de semana.