Digital clock

terça-feira, 1 de julho de 2008

Céu sobre Belém

O azul dourado. Não há ó gente, ó não! céu como este. Ronald Junqueiro

Mudança do tempo. Começaram os dias mais claros e de calor intenso, quebrando a barreira dos 30º. A temperatura máxima vai subir mais. Agora é verão. Belém não consegue esconder-se aos olhos de cada um, mesmo que a invasão dos edifícios, esse empilhado urbano da construção civil de estética duvidosa, escondam aos poucos os céus que muita gente conheceu algum dia. Leva o verde da cidade e deixa a cor da grana no bolso de quem não está nem aí para um pedaço de grama. Leva até o sossego das cobras. As sucuris, uma espécie comum na região, têm que aprender a viver na tubulação do esgoto. Como não podem contar com hospedagem no Museu Goeldi e, em alguns casos, serem devolvidas ao seu habitat, onde o déficit habitacional para todas as espécies cresce assustadoramente, acabam sendo mortas pela população assustada com essa invasão dos bichos sem floresta. Fim da cadeia alimentar. Aqui não é terra para anaconda.

(Belém e seus parques foram encurralados pela especulação imobiliária, falta de fiscalização e de planejamento urbano por parte da administração municipal. O Parque do Utinga, por exemplo, onde ficam os lagos Bolonha e Água Preta, que abastecem mais de um milhão de pessoas com água, vive hoje a ameaça da expansão dos bairros e das construções imobiliárias do entorno. Belém é o paraíso das construtoras. O metro quadrado atinge facilmente o valor de três mil reais. Tudo é vendido, na planta! E aqui nem é Nova York.)

2 comentários:

Suely disse...

Linda foto. Céu azul. Sem nuvens. Um calor amazônico no ar ... O horizonte ... Küss

Ana Luiza disse...

Saudade desse céu... E mais ainda de quem olha pra ele! Beijão.