
Poeta do mar, de amores, de mulheres como Anália e Marina, lá se vai Dorival Caymmi. Vai, mas nos deixa um oceano de música e poesia para o mergulho e o prazer de gerações de artistas que estão por vir. Tornou-se imortal. A saudade não será menor, nem a tristeza, nem os reflexos da perda. Mas esses são sentimentos que o tempo vai afinar, como a voz e o canto. O importante é que paira sobre isso a memória e há muito o que se cantar. Dorival se vai, mas o que deixou é de uma riqueza para toda a vida, para velhos ou novos baianos.
Uma coisa da qual sempre vou lembrar são os olhinhos de Dorival, buliçosos, conquistadores, brilhantes, moleques, brejeiros de uma brejeirice tal que Carmem Miranda aprendeu a revirar seus olhos graúdos e descobrir o que é que a baiana tem. Ficou tão baiana e tão brasileira que sequer lembramos que ela era portuguesa.
Uma coisa da qual sempre vou lembrar são os olhinhos de Dorival, buliçosos, conquistadores, brilhantes, moleques, brejeiros de uma brejeirice tal que Carmem Miranda aprendeu a revirar seus olhos graúdos e descobrir o que é que a baiana tem. Ficou tão baiana e tão brasileira que sequer lembramos que ela era portuguesa.
Do fundo do baú da alma de Dorival:
“Quem não gosta de samba bom sujeito não é. Ou é ruim da cabeça ou doente do pé” (Samba da minha terra)
28.08.2008
Estella Maris, mulher de Dorival, morreu ontem. Mergulhou no infinito para encontrar-se com seu pescador. Um amor para a eternidade.
2 comentários:
E eu ainda vou pra Maracangalha, querido, nem que seja só! Adorei sua homenagem a ele, mais que bom baiano, excelente brasileiro! Beijão.
Ele foi para Maracangalha como Manuel Bandeira foi para Pasárgada.
Foi primeiro para aguardar Stella Caymmi, sua musa e estrela maior.
Grande texto e que foto mais bonita essa.
Este blog é o máximo.
Parabéns.
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