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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Eu não sou cachorro não!

Brega, cafona, trash e tudo o que se pode colocar na linha marginal do Brasil foram os títulos e adjetivos mais usados ou envolvidos em pele de tomate para jogar no amado e odiado cachorrão Waldick Soriano. Agora, ele será um clássico e com certeza reconhecido como o que teve coragem, na multidão de puristas da MPB, de fazer música explícita sobre a dor de corno.

É preciso separar o joio do trigo, pois muita gente veio no embalo do artista, gente sem qualidades definidas, o falso brilhante.

O que dizia Waldick

“Não entendo por que rotulam a música romântica de brega. Essa nova geração nem sabe o que é isso! Brega é cabaré, é aquele lugar popular onde o homem vai procurar uma mulher”.

“A elite está carente. Ela sente a falta das músicas do tempo em que se dançava bem, da música romântica, que é imortal. Hoje, não existe mais um Altemar Dutra, um Nelson Gonçalves”.

Adeus, Waldick! Ex-bóia-fria que virou peão, depois motorista de caminhão, garimpeiro e que era considerado o “Frank Sinatra” made in Brazil.

Baiano de Caetité, com mais de 40 anos de estrada, a última homenagem para o artista foi feita pela atriz Patrícia Pillar que dirigiu o documentário “Waldick, Sempre no Meu Coração”.

Acho que a música “Eu não sou cachorro não” embalou a trilha de muita desilusão amorosa. Com direito à versão em inglês. Se for mais chique e menos chocante, baixe um mp3 com "I'm not dog no".

Alguém acredita que nunca na história deste país existiu corno? Então quem nunca sentiu dor de corno que atire a primeira pedra.

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