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sábado, 8 de agosto de 2009

Brasil, o império das cagadas

Cruzamento perigoso na Pedro Miranda com Mauriti. Ronald Junqueiro

A gente sempre está com muita pressa. Todos os dias nós percorremos trajetos que nos levam daqui para outro ponto como o coração e a mente funcionando no piloto automático. Até quando essa rota é interrompida temporariamente – às vezes a interrupção é fatal para muitos.

As ruas colecionam crônicas, a maioria povoada por anônimos, que podem sair na primeira página e ser manchete em outros cadernos do jornal. É a crônica policial que mais se multiplica. A primeira semana de agosto veio como onda forte, daquelas que arrastam tudo o está a sua frente.

No cruzamento das ruas há vida e morte. A tragédia do dia a dia é tão comum como dar nó no cadarço para firmar os sapatos. Isso não evita o passo em falso.

Atenção, ao dobrar uma esquina. Atenção, tudo é perigoso. Bem antes da Tropicália.

A foto revela o perigo iminente, constante, quase inevitável. Um dia antes, um homem foi atropelado e teve fraturas múltiplas neste trecho da Avenida Pedro Miranda com a travessa Mauriti. Ele calculou mal a travessia da rua fora da faixa de segurança e foi colhido por um carro de passeio. Para sorte do pedestre o motorista não dirigia em alta velocidade.

No dia seguinte, parei no mesmo cruzamento, pois havia uma batida violenta e a perícia do Departamento de Trânsito atrapalhava o percurso de quem ia do lado direito da pista central, que é de mão dupla.

Na foto, do lado esquerdo da pista central por onde o tráfego continuava, via-se outro retrato do quanto a cidade é um caos. O semáforo muda para o verde, um ciclista e um carroceiro fazem um desvio para seguir adiante. Mas lá no fundo, no mesmo lado da pista, um cadeirante disputa espaço no trânsito. Cadeira de rodas virou veículo. Que loucura! A cidade não foi preparada para os cidadãos. Isso é uma merda quando a gente briga todos os dias para ter o que muitos defendem, mas que é privilégio de poucos: a cidadania.

Enquanto isso, no Senado, a baixaria corre solta. Senadores se intitulam cidadãos de primeira categoria, mas o teatro, no plenário, é uma produção das mais baratas na qualidade dos que representam seus papéis: políticos incultos, dromedários, de ínfima categoria e que arrotam serem representantes legítimos de um país que eles nem prezam.

Fora Sarney! Fora Collor! Fora Renan e toda a camarilha governistas que estão cagando e andando para urna eletrônica que deu a eles assento no Congresso Nacional. Na verdade, eles merecem um penico como troféu para depositar a merda retirada da cabeça de cada um deles, pois eles são também os responsáveis pela cagada que está emporcalhando o Brasil.

Pizza da sexta-feira: O presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), arquivou as sete últimas denúncias por falta de decoro parlamentar contra o presidente da instituição, José Sarney (PMDB-AP), enviadas ao órgão por partidos e parlamentares.

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